terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Não há Hecula Monastrell que me embriague...



Ando com a impressão de que tudo é grande demais, grandioso demais. Tudo anda sendo demais. Tudo tem acontecido a minha revelia. Não sei por que sinto que não faz a menor diferença. Que aconteçam então. Deixo que se sigam , mas devo confessar que tem sido (digo dos caminhos) tortuosos demais. E não há Vitor Ramil que consiga descrever, não há lucki stike que possa acalmar, não há Hecula Monastrell que me embriague o suficiente para ver a vida com os olhos que penso que ela gostaria de ser vista. Não existe carro azul que venha me buscar, não há trem, o tapete está imóvel, não sai do lugar, estou começando a desconfiar que ele não voa de verdade.. Mas posso jurar que já o usei  para isso. Deve ter estragado.Assim como eu, devo ter  estragado de fato. Ouço Nei Lisboa, dizendo que vive um velho desatino, eu também devo estar em um desses desatinos já passados de validade, nem graça deveria haver mais nestes, mas e com relação aos novos? Bem esses não tem sido assim, tão bons para valer recordar no futuro. Cansei, quero novos olhos, novos olhares, validade vigente, obsolescência inexistente, pode isso? Acho que não. Enquanto isso tudo prossegue grande demais, onde foi parar a megalomania? Também não sei...