sexta-feira, 17 de maio de 2013

O curso menos pragmático da FURG



A quem eu estou enganando com a minha loucura? Estou pra lá de certa de que perdi totalmente a noção do limite. Saí da casa! De fato dei uma repensada, e percebi que deve ser enorme a minha paixão pela literatura e mais do que isso, a minha vontade de trabalhar com isso pelo resto da minha vida é de fato maior do que eu pensava. Por que vamos combinar, que curso chato é esse de letras. Afe eterno. Não sou o tipo de pessoa que curte esse lance de participação, de discutir cousas com pessoas que de acordo com o que eu posso entender nada sabem. Como me cansam essas aulas, como me enchem o saco com esse papinho de educação, roda de conversa, de presença pra mim não é importante. PORRA, a presença pra mim É importante.Me formar em letras vai ser muito mais difícil do que eu pensei. Não tenho saco com todo esse mimimi que paira por sobre esse curso. Não agüento esse lance de conjunto, trabalho, trabalho em grupo, seminário, observação... Tá, agora chupem gente que curte isso, nunca fiz observação, nunca fui a escola fazer observação, e só tirei notão em trabalho que fiz no eu lírico. Fui pra sala de aula pra trabalhar, pra ministrar aula, pra participar de projetos, nunca fiz a porra da observação, e aqui vai, nunca vou fazer, acredito ser a maior palhaçada. Não aturo gente com mentalidade de professorinha, que fala cousas que não interessam a ninguém (ao menos não a mim) e que vem com aquele papinho clichê de que somos os modificadores, que nós os professores somos o espelho, somos mimimi, afe já sabemos disso, falar banaliza tanto o que somos. Quando o lance vira assuntinho perde o valor. Sou pragmática, gosto de fazer prova, gosto de chegar em aula receber exercícios, se vou fazer ou não o problema é meu. Se estudei ou não pra prova o problema é meu. Se li ou não os livros indicados o problema é meu. Não quero falar sobre o livro, não quero ficar na fila da fotocópia um tempão pra pegar um polígrafo idiota , não eu definitivamente não quero ouvir o que a futura “professorinha” entendeu da porra do polígrafo.Sei, sei, devo star no curso errado, por que não optei por alguma das exatas, digo , por conta da literatura. Parece ser contraditório, mas não é, pra mim não é, e é o que eu penso que interessa. Precisava desabafar, por que não agüento sofrer calada!

É muito feio pra ser enfeite, muito defeito pra ser amor.



Existem muitas cousas nesta vida que damos um jeito. Muita cousa que voltamos e concertamos, cousas que não se estragam definitivamente com o passar do tempo. Mas meu caro leitor, sempre, e sempre mesmo tem “aquela cousa” que guardamos, guardamos bem no fundinho do nosso baú das mágoas, tentamos a toda prova fingir que não está lá, e que por estar no fundo quase nunca vemos. Mentira, mentira, total e absoluta mentira. Na real eu nem sei o motivo pelo qual mentimos tanto assim pra nós mesmos. Mágoa está ali, ela existe e ela é palpável. Detesto admitir isso, detesto me magoar com pessoas que eu gosto, e sabemos que já não são muitas, e porra, ainda que não são muitas as pessoas que eu nutro certo afeto ainda tenho que me magoar com elas. É phoda!!Bem, fato é que o sentimento de mágoa só pode existir se antes disso existe o carinho, e é claro e  digo isso com veemência , o carinho predomina, porém a mágoa permanece. Certo, pode existir aquele papinho pra lá de babaca de que temos que nos habituar com situações antagônicas para amadurecer e blá, blá, blá...  Quem dera já não sentisse mais nada, quem dera a humilhação tivesse sido o suficiente para matar o sentimento, quem dera a distância física e emocional tivesse sido o suficiente, quem dera eu não fosse assim tão clichê. Queria ver a figura em questão como os outros olhos vêem , queria enxergar a realidade que ao que me dizem de bonito nada possui, queria ver que de incomum nada temos, queria muito ver a chatice, a feiúra, a rabugice, queria ver os defeitos, mas devo confessar, nada disso vejo, ou se vejo não me assusta. A verdade é que “é muito feio pra ser enfeite e muito defeito pra ser amor.”