sexta-feira, 12 de abril de 2013

Não me agradam abéculas



Tudo o que eu precisava na minha vida era de um telescópio. Minha felicidade dependia única e exclusivamente de um telescópio, já nem dormia direito, sonhava acordada com ele. Até que comprei, comprei pela web ( por que é aqui que as cousas acontecem,é aqui que a vida se da de fato), nem preciso dizer que levou séculos pra chegar, e a agonia da espera transforma séculos em milênios. Como a minha vida dependia da chegada dele foram milênios sofridos aqueles. Sempre me interessei muito por astronomia, estudar astronomia era assim,o máximo dos máximos. A física em geral sempre me agradou, gosto de saber, de decifrar de entender e de ver  a beleza de tudo. Muita gente me fala que astronomia é pra louco e que nada tem a ver com a minha área. Mas pelo amor de Odim, qual é a minha área? Penso que o fato de eu estudar letras não me faz uma pessoa obtusa que não pode demonstrar interesse por nada que fuja ao ramo lingüístico/literário. Gosto de fotografia, de violino, de cachorro, de ficar em casa, de filmes,de HG, de corujas e de física. Tem algo errado? É uma pergunta retórica. Não me agradam pessoas bitoladas que tem um único interesse na vida e se abstém de todo o resto. Se conversa sobre o que com essas pessoas?(essa não é uma pergunta retórica). Bem agora sou feliz eu tenho um telescópio,eu vejo tudo que eu gostaria de ver, ta, ta eu gostaria de ver mais,mas um pouco daquilo que eu gostaria de ver eu já vejo,e por enquanto ( por enquanto) basta. Ele não é o melhor, e nem está perto disso, mas foi o que o meu salário de estagiária/bolsista e estudante de letras pode pagar. Ainda volto nesse papo de telescópio,astrofísica e letras.  




E que a minha loucura seja perdoada, desculpa Oswaldo!



Tenho lido muitas cousas,como sempre, minha cabeça gira a mil por hora e vez por outra me encontro anos luz do lugar onde meu corpo está. Gosto dessas viagens loucas que faço, e confesso que depois que adquiri meu telescópio tenho feito algumas viagens bem reais...Mas esses são os panos de outra manga.Tem o lance da minha tatoo nova que também são cenas para um próximo capítulo. Hoje quero falar de loucura. Estou lendo um verdadeiro elogio a ela e quem diria me sinto bem com isso. Gosto de leituras leves e enriquecedoras, curto o lance de tentar entender.Meu novo melhor amigo do Erasmo de Rotterdam tem se mostrado bem louco, louco o suficiente pra entender algumas cousas e criticar outras, o seu tom sátiro me da uma leveza louca, rsrs louca, quem diria... Fiquei com uma certa vontade de largar tudo,dar vida,permitir que a minha loucura tome a vez. Até pensei em navegar nos sinuosos traços de Maléia, perder-me loucamente por lugares escuros e sei lá. Não sei se existe alguma resposta para asminhas questões, eu não sei resposta alguma para questão alguma. Existe uma pessoa,dentre milhões existe uma, uma que talvez por quem eu permitisse que minha loucura falasse mais alto. Não que seja amor, longe disso na verdade, não que seja paixão, suas palavras “ é cedo demais pra isso”. Ora,por Odim que bela palhaçada essa não existe um tempo para isso. Mas respeito o que diz,muito embora acredito ser uma palhaçada,ahh mas isso eu já disse,ou não disse? Na verdade nem sei ao certo o que ando dizendo. Devo mesmo estar ficando louca. Ouço uma música que diz “não quero te vender o meu ponto de vista”.Outra palhaçada, sempre queremos vender nosso ponto de vista. Tinha um outro Erasmo que era bem legal, mas esse é músico e muito embora seja bom,nem se compara com aquele que critica elogiando a loucura. Agora a música que toca diz “eu não consigo odiar ninguém” Porra HG, ta de sacanagem,só pode. Todos odiamos alguém, quanto eufemismo, quantas boas intenções, quanta mentira. Pra que tudo isso. Não seria a hora de assumirmos a nossa loucura, a nossa verdade, a nossa falta de filtro?  Já não tenho mais paciência com cousas tão lindinhas assim, não aturo criancice vinda de adultos, não aturo calor,não da mais pra aceitar tanto fingimento, me cansa toda essa chatice de sermos todos tão generosos e preocupados com tudo. A fala sério, foda-se  a sustentabilidade. Que saco, quero ser louca. 


quarta-feira, 10 de abril de 2013

De próprio punho,parte IV

Ladainhas

Como me preocupam esses meus amigos. Ando pensando muito nas relações amorosas em no quanto elas são complexas e difíceis de se  entender. Sempre acreditei no amor e na sua esplendorosa beleza e que quando se encontra a pessoa certa fica com ela pra sempre. Claro isso nunca se aplicou a mim, mas sempre acreditei que fosse pelo  fato de que ainda não havia eu encontrado essa tal de alma gemia. Mas e com relação a essas pessoas que amam loucamente outra e não são correspondidos? Como  fica? Quando temos um amigo que ama alguém com tamanha força que seria capaz de atravessar continentes para ficar algumas horas com a pessoa amada,quando vemos cousas como essa acontecer do nosso lado, quando ouvimos as lamúrias, quando sabemos que existe o amor verdadeiro e que com ele vem o sofrimento e com relação a isso nada posso fazer. Como me irrita essa impotência, sempre acreditei que ajudar os amigos era a forma mais bonita de demonstrar carinho e afeição. Nada posso fazer se existem pessoas idiotas o suficiente para não querer ter ao seu lado gente tão bonita e legal. Eu entenderia se o caso em questão tratasse de pessoas feias ou intelectualmente desfavorecidas, ou ainda que fossem chatas,mas não é esse o caso, não é em absoluto. E  já se esgotaram  as palavras que eu poderia usar para abrandar a situação,já gastei todo o meu latim dizendo pra esquecerem e seguir em frente,já não há mais ladainha alguma da minha parte a ser lançada  a essas pessoas. Gostaria que nós seres humanos tivéssemos o dom do esquecimento,que houvesse um botão de desligar amor quando esse não é recíproco.  Como eu gostaria de entrar na mente dessas pessoas que não enxergam o quão valiosas são as almas que os amam. 
 Mais uma vez minha ladainha, desate o nó que te prendeu a essa pessoa que nuncate mereceu...




terça-feira, 9 de abril de 2013



Ando meio preocupada . Nada de novidade,menos novidade ainda é o fato que me preocupa,afee,  sou super clichê. Me irritam essas preocupações ambivalentes e clichês,mas não posso negar quem eu sou, tão pouco posso negar as cousas que me angustiam. A facilidade com que as cousas se resolvem via web me assusta. Como todas as pessoas são felizes,alegres, divertidas,poéticas e preocupadas com os animais no facebook. Como se preocupam com a sustentabilidade e fico deveras impressionada com a bondade e a beleza física, deus são todos tão bonitos na net.Todo mundo parece ser expert  em fotografia,poesia e literatura. Eu nem fazia idéia que Caio Fernando E Clarisse Lispector tinham tamanha legião de fãs. Como todo  mundo é culto e educado no face. Até as depressões são mais bonitas, o sofrimento fica amenizado pela poética da cousa. Eu devo mesmo ser muito estranha a pesar do meu clichê,pois gostaria mesmo de ir morar no facebook, lá onde tem somente belas paisagens, só tem gente gostosa,gente que se preocupa “de verdade” em salvar as baleias, gente que procura “com amor” lares para cachorrinhos abandonados, gente que acredita que “teu consumo te consome” , gente que ama loucamente e curte o amor, e se sofre, sofre somente por amor, olha que cousa bonita. Lá todos os problemas são resolvidos com diplomacia e bate papo, pena que seja tudo tão demasiadamente superficial,ou não. To indo agora mesmo abrir a minha página e ver que mundo feliz é esse em que vivemos, bj mundo cruel, parti pro face!!!!