sábado, 22 de setembro de 2012

Os russos e eu


Os russos exercem um fascínio sobre mim. Não sei exatamente como definir, mas fato é que eles, “os russos” me abriram muitas portas , me mostraram muitas cousas e depois deles um outro universo se abriu diante dos meus olhos. Agradeço muito aos russos e a sua literatura única, que lógico está em primeiro lugar na minha galeria de bons livros .Tive muitos russos na minha vida, comecei com eles muito cedo, foi minha mãe quem nos apresentou, e recordo claramente do meu primeiro, e sim, foi antes dos quinze anos, eu de fato era muito precoce mesmo.  Comecei com o vernacular Pushkin. Confesso que foi um pouco doloroso no começo, mas depois nos acertamos e a cousa fluiu como tem de ser. Viajei muito nesta época sobre o papel da mulher na sociedade, e juro que ficava lendo sobre Olga e me perguntando qual seria o meu papel...Bons tempos em que eu achava isso relevante. Comecei a tomar gosto pelo cara e segui com A Dama de Espadas. O que me levou a perceber, a conhecer, a saber na verdade da ligação enorme existente entre Pushkin e Tchaikovsky que curtia o cara as veras! Acredito que tenha sido nesta mesma época que me viciei em Tchaikovsky. Depois já mais velha, e mais madura( depois de um russo não há como não amadurecer) tive meu segundo. O pacifista Tolstói, rolou um algo mais com esse carinha, certo que sim, ele meio que deu uma balançada em mim, nunca vou esquecer. Fiquei meio paranoica com Guerra e paz, tive que voltar várias vezes e reler várias vezes alguns capítulos, foi de fato uma leitura meio loucaça. É sim, fiquei embasbacada com a riqueza de detalhes, com a maneira de escrever que por vezes até esquecia de Bézoukhov.Lembro também que quem costumava me visitar nos sonhos era André.Leitura longa essa, fiz uma pausa com os russos depois disso. Não que eu tivesse rompidocom eles, isso não faria jamais, mas depois de tudo isso era preciso uma pausa, um ar , devo ter lido algumas júlias no meio do caminho, só pra não esquecer que sou mulherzinha e clichê. E deve ter sido depois de algumas Júlias, Sabrinas ou algum gibi da Marvel que eu o conheci. Ele que passou a ser o meu russo favorito, o meu russo de estimação, simplesmente o meu russo. Dostoiévski, o petrashevskista. Foi aí que comecei a ler sobre o círculo, foi aí que de aprendi sobre liubomudre e os movimentos progressistas. Meu mundo caiu e se ergueu várias vezes em uma mesma página, nunca mais tive a mesma sensação. Fui atraída pelo título, Os demônios, mas não era aquilo que eu esperava. Era muito mais, muita intriga, estudantes loucões, intelectualidade exacerbada, nem sei como continuei no movimento estudantil, nem sei como continuei a estudar depois daquilo, juro que passei a ver meus colegas de aula, todos com olhos diferentes. Aprendi muito sobre o terrorismo, fiquei meio louca, certamente fiquei. Foi com este livro que comecei a tomar gosto por Nietzche, que passei a estudar sobre Stalin. De fato mais do que o que se lê propriamente no livro, com caras como estes agente acaba lendo muito mais, acaba lendo o que o livro sugere que leia, ou que espera que já se tenha lido. Depois disso tive uma racaída e voltei para os braços de  Tolstoy. Não que eu fosse traidora , mas esses russo me deixamde fato bem caduca, nunca sei qual é o da vez, nem agora sei, tenho breve ideia, que é sobreposta a toda hora, aff esses russos... Fiquei besta com o que era a Rússia Czarista com Anna Karerina, é, era russa a cousa naquela época. Depois voltei para Dostoiéviski, mas isso são cenas para o próximo capítulo...
(se houver um rsrsrsrs)

Um comentário:

Luciano disse...

Sempre vou sentir ciúmes dor Russos e claro do Vitor Ramil e Humberto gessinger...Sem falar da legião de semelhantes a mim,meros mortais apaixonados pela tua figura... Hahh vou dormir e tentar não sonhar com os russos,,,