segunda-feira, 23 de julho de 2012

É nova, mas é velha, mas é nova.


A lua é nova.
Mas é velha, mas ainda assim é nova.
Não quero me indispor com a lua, longe de mim, jamais sustentaria tamanha ousadia.
Mas fato é que a lua nova tem lá seus percalços. Se algo tem a mera , remota possibilidade de dar errado, dará se estivermos sob a obscura lua nova, que diga-se de passagem de nova não tem nada, é velha, louca de velha, é na verdade uma velha louca. É sim,uma velha louca que sente prazer em ver a derrota de nós fracos seres andantes  , “semivivos em nossos palpitantes corpos”.Sádica e impetuosa, porém bela, mas já era de se esperar sua beleza, também sua pseudo gentileza, é caro leitor( sou incorrigível, ainda escrevo na esperança de haver algum, caso não haja, bem, eu não preciso tomar conhecimento deste fato) tão cruel como só os muito gentis conseguem ser. Gosto da lua, gosto de seu mistério, do seu lado escuro, adoro o dia de lua negra, onde as energias mais nefastas estão aí, pairando  sob as nossas cabeças, respiramos o oculto na noite de lua negra, aspiramos , e quando aspiramos misturamos a nossa própria face nefasta a egrégora da lua. O ar pesado entra por minhas narinas e sai muito mais pesado que entrou, pois sai carregado do meu próprio veneno, e este se mistura ao de todos nós que se mistura ao da lua e a egrégora negra cria cada vez mais e mais força. Bem a lua negra já se foi, passou, mas a nova permanece, me fazendo sentir o peso dela sob minhas costas, Lua cheia, onde andarás? Sinto tua falta...

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