terça-feira, 31 de julho de 2012

Yoda loucão anda!

Esse negócio de vida afora e noite adentro combina muito comigo, mesmo que a noite seja de lua negra e o mar não tenha claras águas. Até acho que de fato prefiro as águas turvas, e no fundo no fundo as águas profundas são sempre as melhores. Yoda melancólico ser. E se na visão da macrohistória nada gera um general, também não me impressiono assim tão fácil com filmes de guerra ou canções de amor. Gosto de viver as noites, gosto de pensar nas esquinas soturnas da minha rua, nas vidas que seguem vida a fora noite adentro. Gosto de pensar no que será que Agagê pensava enquanto compunha, gosto mais de fantasiar sobre o que ele penava, uma vez que li todos os seus livros e conheço as cores capazes de cegar quem tem medo de enxergar. A vida noturna é sempre mais pesada, enfumaçada e com um blues, a vida na noite tem sempre um charuto e inimigos na trincheira, ghuantanameira militar já era, hoje em dia a ilha se curva. A noite de águas turvas e cigarros baratos, vinhos baratos, fantasmas que bebem pela companhia tem também amigos caros. Hoje eu nasci confusa, perdoe-me se tu não entendes o que lês, também não sei se eu ao escrever entendo. Sim, eu entendo, eu sempre entendo, e isso é de certa forma assustador. Se nesse mar turvo de idéias loucas eu consigo me encontrar, é que a cousa ta feia. Yoda loucão anda!

Yoda na moda está

Um cara que eu gosto muito me disse uma vez que todo mundo é eterno e todo mundo é moderno, como um relógio antigo. Ele estava mega certo, agente é tão igual a ontem, que é tão igual a antigamente que é tão igual a amanhã. O tempo é tão estranho, sou tão antiga, já nasci idosa. A música que escuto é a que minha mãe escuta. As canções da minha adolescência eram as mesmas que minha mãe ouvia na sua adolescência. E pasmem, ainda são as mesmas, somos eternas. Essas músicas são eternas, nada modernas, agora são vintage, agora cousa velha é moderna. Dia desses ouvi dizer que rock era música de jovem, e pensei, credo, não é não. Rock é música de velho, música de jovem é qualquer cousa universitária, por que cousas universitária é moderno, ser universitário é moderno. Relógios antigos são modernos... 

Só os cachorros dormem lindamente



É sim, por que não me venham com esse papo de ver o homem amado dormir, a beleza do sono da mulher amada e blah, blah, blah... Coisa feia é ver gente dormindo, e sim, me incluo nisso, afinal ainda sou gente(até onde me contaram). Pessoas fazem ruídos bizarros, babam, nossa babar é foda, mas babam, roncam, e pra não falar em flatulência... Somos feios enquanto dormimos, nada de romântico, nada de sensual, nada de bonito, apenas corpos cansados acabados num sono estranho e pouco estético. Agora os cachorros, esses sabem a arte do bem dormir. Deve ser pela prática por que dormem um bocado os amigos peludos. Gosto tanto de ficar olhando meus cachorros enquanto eles dormem, eles ficam ali, fofinhos, enroladinhos ou todos espichados , não importa, sempre lindos demais. E sim, eles fazem ruídos, mas até isso é lindo. Acho que dormir lindamente é um privilégio reservado somente aos cachorros, melhor assim, cousa deles...


Enquando Agagê mapeia o acaso a Cherlise escreve notas mentais

Noite passada enquanto eu tentava acertar na posição aconteceram muitas cousas na minha mente. É leitor amado ( sim, por que se houver um certamente eu o amo) estava deitada tentando ler meus mapas do acaso e minha coluna dizia: -Senta. Eu a obedecia e meu pescoço dizia pra deitar. É foi duro, não havia posição para minha leitura. Deve ser por que fiquei tempo demais, li todo o livro noite passada, bom livro, coluna dolorida. Mas vale o preço, encerrei com chave de ouro as férias de inverno, agora que venham os mapas geográficos, que venham as precisões da vida, o acaso, este me acompanha já a muito tempo, e após a saudação de noite passada fiará comigo ainda por mais algumas vidas! Estranho como quando agente lê o que agente gosta a vida parece criar um brilho a mais, uma nova cor ainda não conhecida, ler o que quem admiramos escreve e ver o quão somos parecidos traz bons ventos na madrugada, no meu caso o minuano. Perceber também que minha mãe é muito parecida com algum do HG,  e não do Agagê, pois esse é a minha cara é algo fascinante.
Também é bacana lembrar das peculiaridades dos amigos, os mapas do acaso me lembravam da Linda Cherlise a cada novo capítulo e isso me divertia muito, pois é o mais improvável do mundo, pensava eu na minha infinita e universal ignorância que Cherlise e HG nada tinham incomum. Errado Yoda estava! Todos somos muitos, não nos limitamos a um só ser circunscrito e delimitado (uma vez letras, letras sempre). E alguma das muitas da Che tem sim algo de Agagê (afinal não são muitos que mapeiam o acaso assim, com tamanha precisão). Notas mentais, a cada novo capítulo, e o engraçado é que cada nota mental era lida na minha cabeça pela voz da Cherlise, que era até então a única pessoa que costumava dizer isso. Dormi, finalmente dormi, com uma puta dor nas costas, mas a mente leve.
Nota mental para um próximo post: Anotar quando as idéias chegam, já to cansada de esquecer cousas que gostaria de compartilhar. 



segunda-feira, 23 de julho de 2012

É nova, mas é velha, mas é nova.


A lua é nova.
Mas é velha, mas ainda assim é nova.
Não quero me indispor com a lua, longe de mim, jamais sustentaria tamanha ousadia.
Mas fato é que a lua nova tem lá seus percalços. Se algo tem a mera , remota possibilidade de dar errado, dará se estivermos sob a obscura lua nova, que diga-se de passagem de nova não tem nada, é velha, louca de velha, é na verdade uma velha louca. É sim,uma velha louca que sente prazer em ver a derrota de nós fracos seres andantes  , “semivivos em nossos palpitantes corpos”.Sádica e impetuosa, porém bela, mas já era de se esperar sua beleza, também sua pseudo gentileza, é caro leitor( sou incorrigível, ainda escrevo na esperança de haver algum, caso não haja, bem, eu não preciso tomar conhecimento deste fato) tão cruel como só os muito gentis conseguem ser. Gosto da lua, gosto de seu mistério, do seu lado escuro, adoro o dia de lua negra, onde as energias mais nefastas estão aí, pairando  sob as nossas cabeças, respiramos o oculto na noite de lua negra, aspiramos , e quando aspiramos misturamos a nossa própria face nefasta a egrégora da lua. O ar pesado entra por minhas narinas e sai muito mais pesado que entrou, pois sai carregado do meu próprio veneno, e este se mistura ao de todos nós que se mistura ao da lua e a egrégora negra cria cada vez mais e mais força. Bem a lua negra já se foi, passou, mas a nova permanece, me fazendo sentir o peso dela sob minhas costas, Lua cheia, onde andarás? Sinto tua falta...