domingo, 25 de março de 2012

Sou tão clichê que chego a me irritar

  Sou uma pessoa estranha, com gostos estranhos, com apetite estranho, com desejos estranhos. Bebo vinho barato e gosto de Lucky Strike e de coca cola...  Tudo isso é tão normal que chega a ser clichê. Gosto de ler, e sim leio Jùlia também e as defendo até o fim. Mesmo não concordando com o que algumas pessoas falam continuo a defender o direito de se manifestarem, sempre! Gosto de blues, rock, jazz e cousas gaúchas... Gosto de Beatles por que como já disse antes, sou normal, é normal ser tri estranho. Cultivo amigos que amo e pelos quais cometeria loucuras. Tenho em minha casa o maior refúgio do mundo, em minha família o maior amor e em meus cachorrinhos o maior carinho. Carrego comigo amores passados, amores amados, amores sofridos, alguns bem vividos, outros confusos, todos bem resolvidos e todos grandiosos dentro do que se propuseram a ser.   Respeito e prefiro que respeitem os ‘postes mijados’. Trago comigo o apreço por violinos e dias de cor acinzentadas. Não tenho grandes ambições e penso que o extraordinário é demais (aprendi isso com algum desenho que não me recordo o nome ). Sou humana, e como tal passível de erro, dotada de mil imperfeições, mas a honestidade eu procuro manter num nível aceitável... Jogo jogos de terror, leio livros de amor, ouço canções tristes, saio pra rua quando faz frio e costumo ser a princípio receptiva com todos que se aproximam, selecionando depois os mais semelhantes... Alguns me consideram extrovertida, talvez, por vezes. Mas sou na verdade bastante tímida. Acredito ( não sei até que ponto)  na igualdade dos sexos, mas ainda penso que o primeiro passo deva partir dos pés do homem, que este ainda deva mandar flores e que a mulher deve sim ser tratada como sexo frágil. Defendo animais e sofro quando nada posso fazer para ajuda-los.  Gosto da solidão em determinados momentos, mas sinto falta da companhia em outros. Falo daquele braço por cima enquanto caminho, de uma mão cruzada, um olhar de cumplicidade, um pé enroscado a noite, um bom dia com segundas intenções, uma volta na praia durante o inverno, cousas simples e pequenas que tornam nossa vida grandiosa e amena...Sou tão normal, tão comum, sou tão clichê que chego a me espantar...








                                    Foto: Fernanda Marques

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