sábado, 3 de março de 2012

Os olhos e o dono do olhar

Penso hoje que tudo aquilo que há de mais belo e sublime no universo foi extraído daquele olhar. Não teriam os grandes poetas o tomado como inspiração? Quem sabe os compositores das mais lindas canções não o tiveram como base! Certamente há algo de diferente no brilho daqueles olhos. Algo quente, que aconchega, aquece e conforta. Quando vejo seus olhos melodias infinitas me chegam a mente, o violino se torna pequeno tamanhas são as ideias, os dedos parecem poucos. Desejaria ter mais alguns dedos em minhas mãos para poder tocar-te, tocar o que ouço com os ouvidos da mente. Como me inspiras, inspiras em cousas que jamais saberás, em canções que jamais ouvirás, inspiras-me com teus olhos... Se por algum capricho do destino o dono dos olhos mais profundos e do olhar mais enigmático volver seus olhos para mim ouvirá minha melodia, sentirá o que me causa, saberá o que provoca... Se aquele que sustenta o olhar dos olhares soubesse que foram os seus olho que compuseram minhas melhores melodias, talvez, só talvez ele permitisse que por mais tempo eu me perdesse dentro da vastidão que é o mais raro dos olhares.
HG já me dizia que as vezes um par de olhos faz nossa cabeça.



Um comentário:

Diegão disse...

E quem é o dono do olhar?
ele existe ou é mero fruto da tua fértil imaginação?