quinta-feira, 1 de março de 2012

Clynelish e Hollywood

Tudo na madrugada insiste em ficar, já que existe tanto espaço em mim

Sozinha, parada, encostada no marco da porta.
Olhar a rua parece ser calmante, mas sequer isso resolve, não é o bastante.
É noite, e as noites são demasiadamente longas quando só o que se tem como companhia é um Clynelish 14 Year Old (sem gelo por que gelo é para os fracos) que estava sendo guardado para alguma celebração. Mas quem se preocupa com celebração quando se tem noites como essa em que as horas passam de uma forma tão lenta que eu bem poderia dizer que dentro de cada uma das horas que se passam existem três, ou quem sabe nove. Nunca saberei exatamente, o tempo é de fato surpreendente e gosta de se fazer de bobo e pregar peças .
Trago um Hollywood os de menta para acompanhar , fazendo assim com que a fotografia soe mais decadente do que de fato é. E trago, mais do que  os tragos...
Não há lua no céu, estranho, ela sempre está por lá, mas não, hoje são apenas passos de ilusão.
Toca o telefone, como se soubesse da precisão de uma voz, mas não é a voz que se espera do outro lado. Mas serve, a conversa perde o sentido, o sorriso não vem ao rosto, a vida parece estagnar.
A casa está vazia e parece enorme, deus como a casa tomou tamanha dimensão? A rua é indiferente a minha presença. O pátio é um abismo para o qual não quero nem olhar.
Como que por falta de opção vou para a cama, que não está nada convidativa, tentar dormir pode ser o melhor a fazer, afinal não é isso que as pessoas costumam fazer nas madrugadas?

Espaço: Vitor Ramil, música feita exatamente para o momento por mim descrito, mais uma das tantas feitas como que pra mim...





Um comentário:

Diegão disse...

Vitor Ramil...
Aprendi a gostar contigo^^