sábado, 25 de fevereiro de 2012

O que aconteceu no mês que vem é difícil esquecer

Hoje  ouvi uma canção que há muito não ouvia, parece estranho eu sei, mas como mexeu comigo ter reouvido .
Talvez não seja somente pelo canção, pode ser pelo contexto em que foi ouvida, pela carga de tudo que ela carrega consigo, pelo o que ela me diz, ou pelo que ela realmente diz, ou ainda pelo que vivi em uma outra das muitas vidas que vivi nesta mesma. pequeno mundo meu onde me perco e custo a me reencontrar...
Um dia um amigo querido, daqueles que fazem uma tremenda falta na nossa vida disse que na madrugada os sentimentos sempre se tornam mais sentidos, mais fortes e por isso nas madrugadas somos mais vulneráveis. Essa era só uma das grandes sabedorias que ele me passou, sinto sua falta, e juro que estou tremendamente irritada pelo fato de que por que cargas d’água agente permite que pessoas tão especiais acabem por se afastar... Deixemos essa melancolia para outro momento, agora não posso falar em outra cousa que não seja parte da minha tétrica melancolia musical.
As circunstâncias favoreciam o clima de súbita melancolia. Eu havia chegado em casa, de um bar, logo havia bebido um tanto a mais celebrando a descompostura dos últimos dias de férias. E levemente tonta tomei um banho demorado, afaguei meus cães, sentei diante da tela azulada do computador, acendi um Hollywood e como de costume me entreguei ao fascínio  das populares redes sociais. E lá estava, em forma de um pequeno link, de maneira despretensiosa a música, que outrora fora a minha música. Pensei que não existisse mais, ou que fosse um sonho, mas não, aquela vida que vivi com aquela canção foi real, e o que é de certa forma ruim, ainda é real em outra vida. Isso proporciona uma certa dor, culpa, ou até mesmo tristeza. Mas o que se pode fazer quando os ventos nos carregam para outras galáxias?
É assim que me sinto com relação àquela vida, como se de tão distante sequer ela pode ter sido vivida na mesma dimensão.
Me surpreende a sutileza com que me foi relembrada, a despretensão, o carinho, tudo isso faz com que a vida retome velhos caminhos, que a lua brilhe de um amarelado furtivo, o telefone não toca, não é assim que acontece.
Só o que me intriga é o fato de que uma música nunca é sempre só uma música, a quantidade de carga atrelada a uma canção pode fazer com se repense toda uma vida de atitudes erradas...


2 comentários:

Guga disse...

deveria te dizer que no fundo não foi totalmente despretensiosa, muito embora tenha sido bem do fundo, quando revirava as gavetas musicais do media player eu a vi, e lembrei de todos os meses que vem,quando te sugeria-me então...
Vou fiquei aqui, sempre lembrando de todos os meses que vem e os passados que virão, muito embora não tenha ganho de volta tudo o que eu quiser, mas quem teria, acho que não se pode ter, a menos que se seja o próprio vitor ramil, ou quem sabe o atual dono dos passos que te inspira...
Enquanto a vida passa pelas janelas do windows tocaremos adiante na lembrança de que os meses que vem sempre serão os melhores...
Hei amiga, pra que disfarçar nossa solidão?
kkkkkk

Guga disse...

Só mais uma vez misturando as músicas, mas sendo do vitor, e sendo do longes acho que ainda ta valendo,não registremos jamais a partida um do outrto nos arquivos de nossas vidas, longes é mais pertos do que nadas...