terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Violinos vida a fora, noite a dentro...

Já perdi a conta de quantas vezes nasci cansada, chateada, puta da cara e de saco cheio. Foram muitas vidas, muitas mortes, muitas indas e vindas. Hoje já não me canso mais. Bem dizia minha vó que gato escaldado tem medo de água fria. Acho que já não mais me impressiono com qualquer cousa. Já não me apego assim tão fácil a qualquer pessoa. Um sorriso pra chamar minha atenção tem que ser dos mais fodásticos. Agora minhas perspectivas já não são mais as mesmas, os sonhos, bem, esses confesso não mudaram muito.A vida prossegue de um jeito estranhamente comum, normal e corriqueiro. Já não enxergo as ordinárias cousas simplórias de sempre. Já não passo horas olhando o por do sol. Já não digo que amo com tamanha facilidade e finalmente já aprendi que amigos não são fáceis de encontrar, por isso há de se dar valor aos que se tem, e há também de se notar que é impossível substituir alguém. Aprendi que se a pessoa não merece com que nos apeguemos a ela e deixa isso claro, por Odim, não devemos nos apegar jamais. Agora não sou mais assim. Quem sabe esta noite eu tenha virado adulta? HG diz que crescemos e voltamos a infância muitas vezes na mesma vida. Tenho total certeza que Albert Caus teria uma resposta certa para as minhas questões. Estou certa de que ele entenderia essas crises existenciais, de fato ele entendia muito sobre cousas existenciais. Que o cara era foda não tenho dúvida alguma. E antes que a pergunta seja feita, respondo sim, digo sim, um existencialista fez a minha cabeça. E sim esse cara é Camus. Certamente hoje envelheci dez anos ou mais...Passei o dia todo envelhecendo e amadurecendo. Peguei ele, que há muito não pegava. Limpei, afinei, ouvi, e dei conta que sem a verdadeira razão pela qual fazemos as cousas sejam elas quais forem, não tem graça. Saudade, vontade, piedade...Espero que amanhã eu torne a nascer, e possa assim desfrutar da infância novamente. Apreciar um por de sol, me encantar, confiar e me apegar a pessoas que não merecem...Pra que isso me faça crescer novamente e nascer e blá, blá, blá o eterno retorno retornando aí...                             



Foto: Minha mamãe Fátinha;)

Jeco ,réquiem para nossos verões...

Hoje assim, do nada e totalmente sem saber alguém me fez lembrar... Sabe quando a gente coloca um trecho de uma música? Bem, quando fazemos isso não sabemos o que podemos causar. Ao ver um trecho desses lembrei na hora do meu herói. Do meu amor. Dizem que deus existe. Muito sádico deve ser esse senhor então. Levou de mim o herói da minha infância. Criança sempre tem assim um exemplo, um amor, uma rocha. Comigo não foi diferente. Ele morava longe e parecia me amar tanto quanto eu o amava. De fato ele me amava muito. Vinha sempre me ver, com seu melhor sorriso, sempre de bom humor, sempre feliz em me ver. Nossa, será que é possível amar assim tanto alguém que já era? Não consigo sentir que ele não vem mais. Parece que ele anda ocupado trabalhando e daqui a pouco vem aqui, buzinando sua Brasilia azul, com sua infame e totalmente provocativa camisa do grêmio. Com suas músicas bregas, gritando na frente de casa que tem saudades minha. Dizendo que me ama e que quer uma cerveja. Dizendo que não importa o tempo que passou, ainda somos os mesmos que brincavam na rua, que jogavam taco, quebravam os vidros dos vizinhos, jogavam chinelos em pátios...Sinto que ele vai chegar pedindo   pra sair e comer bauru de picanha. Vai chegar sorrindo dizendo que somos iguais e precisamos sair. Que a nossa música é a melhor, incomparável e nunca ninguém fará música como a gente. Concordando comigo que o verão é um inferno.(Confesso que viveria mil verões, só verões se fosse pra ficar com ele novamente). Até que os verões que vivemos foram maravilhosos. Acampávamos, aprontávamos...Dormíamos, cantávamos, certamente eu era mais feliz na sua presença, esperava ansiosa pelos verões, pelas férias que sempre passávamos juntos. Saudade é pouco, amor é pouco, não sei como poderia dizer o quanto ainda o amo, e não sei se tive oportunidade pra dizer o quão importante ele foi na minha vida. Um brinde ao Jeco, meu primo, meu herói, meu amor, esse é eterno, puro e verdadeiro. Um brinde ao cara que morreu sem nunca ter alterado a voz pra falar comigo, que passou a vida sem brigar e sei o quanto isso é difícil se tratando de mim...


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

E mais uma vez a ampulheta de Nietzsche vira, vira e vira...

Hoje, com todo esse calor infernal pensei aff! É foda mesmo.Lembrei que ano passado foi a mesma cousa no verão, e no retrasado, e no anterior, anterior., anterior, anterior... Sempre, sempre e sempre. A roda não pára de girar, a vida é sempre a mesma vida. A gente cresce, faz aniversários,engorda, emagrece, corta os cabelos, casa, separa, volta a casar e possivelmente volta a separar... É sempre igual. A gente troca de roupa, troca de casa, troca de cidade, até de continente, e sempre prosseguimos o mesmo ciclo do inferno. Tudo sempre tão pateticamente igual, absurdamente enfadonho e chato. Quem sabe certo mesmo estava  André Gorz  que foi embora antes do final. Mas se  Nietzshe estava certo com o seu temido e implacável retorno, ele ainda irá embora do final muitas e muitas vezes...Todos iremos repetidas vezes reviver nossas angústias, nossas derrotas e nossas vitórias.Temo pela resposta que eu daria a tal demônio, uma vez que não vivi nada tão esplendorosamente grandioso a ponto de querer reviver minhas amarguras só pra juntamente reviver tal fato inestimavelmente valioso. Triste de mim. Creio que todos deveríamos ter uma cousa a nos apegar...Enquanto isso, o demônio, aquele mesmo que se esgueira e traz consigo o tempo sem tempo e o tempo de todos os tempos segue errando por aí, carregando o fardo e a benção de se apresentar e se despedir de nós repetidas e repetidas vezes. Também ele deve se sentir mal com sua árdua e enfadonha tarefa. Mas é assim que a cousa segue e prosseguimos vida afora noite adentro  na espera pelo verão seguinte que obviamente será tão infernal quanto o passado.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Mapeando meu desalinho 3

Como é longa a volta pra casa. Parece que não se chega nunca. O calor voltara e a sensação de saber que senti inveja, de perceber que ser clichê é um saco, de me dar de conta que sempre quando agente se acha, agente se fode. Perceber que agente é ou faz aquelas cousas que condena é triste e repugnante. Certo que Nietzsche teria uma boa explicação para isso. E certamente Jung ou algum autor da música folk teriam a solução para isso. Mas não quero, prefiro eu mesma me assustar com os fantasmas das minhas habitantes, dançar com meus demônios sob a luz do luar. Prefiro tentar lidar com isso e me fuder sozinha, não quero ajuda de profissionais. Nesta hora vejo dois caras sem camisa,deveriam estar celebrando seu próprio desalinho. Quem sabe o vento, aquele que aparentemente soprara só pra mim os atingira também. Quem sabe esse era o normal deles. Fato é que estes bebiam uma bud e isso me fez lembrar o Luciano(mais uma dessas pessoas pra lá de especiais que a vida coloca na nossa estrada). O Luciano sempre bebe bud e só bud, então virou estigma. Se vejo uma bud, lembro dele, inevitável clichê que faz parte de mim, de todas de mim. Entra uma moça e senta do meu lado, puxa papo, fúteis papos de mulheres, sempre bom falar de cabelo, esmaltes , roupas e sapatos, sou mulher e não fujo a regra básica do quanto mais vestidos e sapatos melhor. Chego em casa leve a pesar dos pesares e os pesares de hoje foram pesados. Quando a mãe pergunta sobre como foi o dia respondo: Preciso comprar um telescópio.

Mapeando meu desalinho 2

Durante a volta pra casa confesso que levemente decepcionada com o fato de ter perdido horas continuei divagando , conjecturando e mapeando meus acasos. Percebi que durante meu primeiro mapeamento sublinhei algumas linhas. O mais estranho é que se hoje eu fosse sublinhar não seriam as mesmas. Certo que não era a mesma Shana que estava lendo.O fato de se possuir muitas dentro de si as vezes faz com que agente acabe se perdendo...Gosto disso, conhecer algumas de mim, me despedir de outras, chamar pra que venham novas, confesso que este é um jogo interessante.Se Vivaldi me conhecesse talvez teria feito quatro estações para as muitas de mim.Talvez Norman Lebrech tenha uma explicação para isso. Certo que ele teria, e uma tese completa, com todos os adendo necessários. Estão aí os profissionais fazendo  o que deve ser feito, errando nas suas malfadadas analogias e ainda assim sendo 'os caras'. Tem que trabalhar muito pra ser um cara.Olho pela janela do ônibus que a duras pencas tenta de toda forma resistir a idade e me levar sã e salva pra casa. Vejo belas árvores, pensei que as gostaria de ver de cima, sempre prefiro as copas aos troncos. Baixo um pouco a vista e vejo um possível morador de rua pedindo comida a uma mulher. Junto dele haviam muitas cousas, suas cousas, objetos pessoais e o que mais era importante pra ele. Dentre muitas cousas notei que ele carregava consigo um Joystick. Rapidamente pensei em saltar do buss e ir negociar com ele. Comida tenho em casa, o joystick que quero não. Mas nessa hora me liguei em duas cousas, primeira, não carrego comida comigo, segunda, o ônibus já estava bastante longe do cara. E ele tinha o joy, eu não.Notei que uma das fadinhas de momentos antes era minha colega de viagem,já estava com a maquiagem borrada, mas ainda assim era uma bela fadinha. Paramos em frente a uma universidade particular que fica no meio do caminho entre a FURG e a minha casa. Todos os estudantes ali na frente, vivendo a expectativa das férias. E eu não, entraremos janeiro a dentro verão afora em aula por conta da greve. A fada desceu ali, entrou no prédio da universidade.E senti algo bem estranho, ruim. Eu, que secretamente sempre me julguei superior  por estudar em uma federal estava agora com inveja de quem estuda na particular. E eles também tinham uma fada. Isso é bom, agente nunca é melhor, mesmo que pense ser, choque de realidade mais uma vez aí, mostrando que não existe superioridade, bem feito pra mim,arrogante, prepotente, estuda no verão.

Mapeando meu desalinho

Dia ruim o de ontem. Não, não ruim, ao menos não de todo. Trabalho normal, noite anterior normal, e no fundo no fundo dia normal. Ao sair lá de onde eu ganho o pão e não como a carne, pego os sinuosos caminhos que me levam até a universidade. Lugar esse que muito embora já não me encha mais os olhos ainda carrega consigo um certo brilho, cousa que vai além da estrutura física local. Bem, difícil foi chegar até lá. Uma vez que depender do transporte público nesta bela cidade de poético nada possui é realmente difícil chegar em qualquer lugar. Não existe pontualidade e poucas cousas me deixam tão demasiadamente desapontada comigo mesma que a falta de pontualidade.Talvez um dia eu volte a tocar nesse assunto, hoje não mais. Depois de muito procurar a pessoa que eu iria encontrar(não se tratava de encontro romântico),achei melhor sentar, ali em uma sombra no meio do caminho. Como quem estivesse em uma encruzilhada, ponto estratégico de onde se vê quase todos os locais mais frequentados, onde todos inevitavelmente acabarão passando. Então olhei, mirei, calculei e achei um banco, a sobra de uma enorme ávrore, onde o calor não era capaz de me alcançar de onde eu teria privilegiada visão das pessoas, procurando encontrar aquela com quem gostaria de falar e desfrutando de alguns momentos agradáveis em um local fresquinho depois de ter passado horas de calor infernal. Como os prazeres podem ser simples quando se passou por momentos relativamente ruins horas antes...Vi passar muita gente, gente legal, gente mais ou menos e gente bem menos.Encontrei quem ha muito já não via,e quem vejo diariamente. Lá pelas tantas a espera estava ficando enfadonha, saquei da mochila os meus mapas do acaso, que tem me acompanhado muito nos últimos tempos. Fiquei ali mapeando os meus próprios acasos, casos e descasos. A esta altura já não estava mais calor, na verdade o vento estava tirando uma com a minha cara, ventava muito, meus cabelos voavam loucamente e pareceram criar vida própria. Pensei que uma vez que estava ventando em todos não somente em mim não faria diferença estar totalmente descabelada , afinal, todos estariam como eu. Deixei que o vento e meus cabelo fizessem o que bem quisessem. Voltei aos meus mapas, aos meus mundos, devo ter ficado tanto tempo perdida na esquina que fica entre as páginas do livro e os labirintos da minha mente que quando levantei os olhos  percebo que tem algo estranho acontecendo. Olho então para frente e vejo, ali, diante dos meus olhos, uma enorme convenção de fadas. Depois vejo que não haviam somente fadas, haviam também piratas, borboletas, lindinhas eram as borboletas, duendes, uma abelha. Percebi que a abelha estava sem suas asas, depois vi que sua suposta mãe as carregava na mão. E dentre todos esses seres místicos, míticos e lindos ali estava ela, totalmente fora de contexto(ao menos na minha cabeça) uma pequena e saltitante Emília, com seus cabelos coloridos. Ela não sentia-se deslocada, pulava e girava como as fadas e os piratas. Fiquei matutando na minha cebecinha o que faziam fadas e piratas em uma mesma apresentação, depois pensei que poderiam haver mais de uma apresentação, depois pensei, deus como sou burra, J.M.Barrie soube muito bem mesclar fadas e piratas, mas também, o cara era foda. E mais um tempo depois pensei, e a Emília? Monteiro Lobato saberia responder. Fiquei viajando tentando imaginar uma possível ligação entre J.M.Barrie e Monteiro Lobato, claro que fiz isso pensando em um tempo sem tempo, os dois convivendo, sendo contemporâneos e conterrâneos. Ahh, como delirei.Foi mais ou menos nessa hora que dei de conta que já não adiantava esperar. E pra variar meu celular, amado celular me abandonou, sou muito trolada por ele. Então levantei e me direcionei até a o centro de tudo. Lá chegando encontrei a Dani (uma dessas pessoas pra lá de  especiais que a vida acaba colocando nos nossos caminhos). Devo ter assustado a guria, por que sua primeira reação ao me ver é perguntar o motivo de eu estar com cabelos de louca. Tive que rir. O vento bagunçara meu cabelo, permiti por achar que se ventava em mim ventava em todos. Engano meu.acho que de fato o vento era cousa somente minha, pois olhei em volta e mais ninguém compartilhava o meu desalinho.Foi nessa hora que pensei, hora de ir pra casa.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Maldita ocitocina

Que vens com teus ares poéticos . Tão falsamente requintados mas que me convence , não precisaria muito para tal. Que vens com teus olhares, falares e cantares, com teus trejeitos e malfadados trechos. E vens, com teus sinuosos andares..Ahh e vens, por que vens? Afinal, qual é mesmo o papel que interpretas nos dias atuais desse espetáculo? Quais são as canções indicadas para o brilhante momento de fama além dos quinze, tristes e medíocres quinze minutos infames? E o que se faz quando acaba o espetáculo? Que vens com tuas lamúrias, doçuras, e fúrias. Que vens com teus mares com tuas marés que vens com todas as tuas fés.E vens com teus trágicos amados sofridos amores passados, vens com teus calos, teus colos, teus solos.Mas que tanto tu vens com teus tempos, teus ventos e teus tormentos?Que tanto cargas d'água tu vens, com teus argumentos, pensamentos em piores momentos.Mas não te enganes com meus humores, não te assuste com meus amores, não te espantes com os rumores, continue a vir, venha sempre, e se quiseres ficar...

domingo, 25 de novembro de 2012

Hoje nasci louca, nasci bizarra e nasci pequena. Pensei no espaço e em seus espaços, em seus quadrantes e em seus quadrados. Em seus rumores e em meus amores. lembrei das nebulosas fantasmas, claro que já devo ter falado delas aqui. Mas claro, vou repetir. Divaguei em devaneios soturnos, em devaneios noturnos em filmes antigos, que talvez eu nem tenha assistido, sequer acredito que estes tenham existido. Queria tanto um telescópio. Como deveria ser agradável a companhia das estrelas, das nebulosas, acompanhar uma super nova, ver a lua, sentir a grandeza. Queria ter um agora, só a companhia do Luck strike não está sendo suficientemente agradável. Da janela só vejo o que não me interessa, das muitas janelas que este que uso tem pra me oferecer só consigo prestar atenção em uma,  e é justamente a que não quero. O medo vence qualquer barreira, vence qualquer desejo. e agora fico com meu medo, fico pequena, queria a grandeza do espaço, queria a nebulosa fantasma dançarina louca dos céus negros da noite que brilha louca pela vida, que paira doida por sobre a minha cabeça triste....fazendo minhas as palavras do Coringa, o meu favorito bom e velho (porém menos badalado) coringa. Quem nunca dançou com demônios a luz do luar? Bem eu já dancei, e ainda danço, mas, não o faço tão linda e loucamente quanto elas, as nebulosas fantasmas. Hoje queria tanto ser uma delas, elas que tanto me fascinam, que tanto me intrigam, vou pegar um vinho, pois nebulosas fantasmas pedem vinho.


Crédito da imagem: T.A. Rector/Universidade do Alasca, Anchorage, H. Schweiker/WIYN e NOAO/AURA/NSF http://blogs.discoverybrasil.uol.com.br/noticias/espa%C3%A7o/


Apareces

Então , absolutamente do nada, sem aviso ,
 sem sorriso, sem prólogo
 e sem motivo tu apareces na minha vida.
 Com as tuas cores, com as tua falas,
 e com as tuas caras.
Com as tuas veias, com as tuas velas.
Apareces com as tuas vidas,
Com as tuas virdras.
Sem as tuas rimas,
Gosto do fato de teres aparecido. 
Não sei exatamente a função que exerces
Inegável que com algumas das muitas de mim
Tu mexes.
Curto os teus olhos
E o teu olhar.
Curto a tua pele
e o teu suor.

Canção

Melancolia que predomina a dor
Em longas sinfonias
De loucuras e amor.

De um sonho
Que nunca é sonhado
Que não é precioso
E nunca entoado.

Entre acordes "inimaginários"
De belos violinos
Que nunca são tocados.

Notas que não foram desenhadas
Para amigas as milongas
Tão fáceis dedilhadas.

E dança-se num sonho
Entre as nuvens e a lama.
Enquanto dormem os acordes
Nem sonhando com a fama.






sábado, 24 de novembro de 2012

Exercitando a velha óptica sartreana

Não quero ficar aqui tecendo horas a fio sobre o que penso ( e o quanto viajo) quando leio esse cara fodástico. Ta mentira,eu até queria,mas vai ficar muito chato,ninguém  vai ler( nem sei se vão ler este) e vai ficar parecendo muita cheiração de cu. Fato é que muito me agrada aquele lance de liberdade do cara,o modo com que ele faz com que agente esqueça o destino. Hoje eu andava meio maguary e tal com uns lances que rolaram meio antagônicos. Pensei que poderia ser o destino. A bosta do destino fudendo tudo mais uma vez. Bhã, devo ter feito várias merdas então pro meu destino só ser assim,. meio fraquinho, ou seria só isso que ele havia reservado pra mim. Ahh, quase deprimi pensando que estava fadada a um destino medíocre, fraco e com poucas perspectivas... Foi mais ou menos nessa hora que eu lembrei do Sartre, esse cara que é tri loucaço e que me diz umas cousas bem verdadeiras, sou fã dele as veras. Lembrei da òtica sartreana que até foi cantada claro, pelo meu amado Vitor Ramil, semelhante atrai semelhante mesmo rsrsrsr...Então aos poucos fui lembrando de que não acredito em destino, acredito em Sartre,acredito que somos livres e somos totalmente livres, eu me projeto, eu me escolho, eu me faço existir. Não tem nada pré determinado na minha condição essencial , eu sou eu Shana e sou quem me determina...Vou seguir exercitando a tua óptica velho camarada.  Bahh, valeu aí Sartre fodão!!!

sábado, 10 de novembro de 2012

Nunca mais vou ouvir Jouquin no carro ;)


Nunca mais vou ouvir Jouquin no carro, é isso mesmo. É impossível fazer isso sem lembrar do teu sorriso, da tua empolgação, da tua cara engraçada de surpresa quando realmente tocou Jouquin no carro. Isso pode parecer uma coisa costumeira, corriqueira e tenho certeza que passa totalmente despercebida por um monte de gente. Mas pra mim não adianta, isso é e sempre será cousa tua, marca tua, feito teu, pra mim isso será sempre tu. O engraçado é que chego a ver a tua cara quando ouço, e tem que ser no rádio, incrível como ainda toca, e sempre toca...E deus do céu, não tem como não estigmatizar o fato, por que vem toda a cena fatídica(do dia em que mais nada de importante aconteceu a não ser ouvir Jouquin no carro). Não me agrada a ideia de ouvir Jouquin em outros carros, com outras pessoas, me parece traição, não me sinto à vontade com isso. Então, proponho um acordo. Eu não ouço mais Jouquin no carro e tu nunca mais assiste tv com volume no final cinco, ok?! Só pra tu saberes, se tu assistir tv com volume no final cinco eu vou considerar uma verdadeira afronta, me sentirei traída e não haverá perdão! Estamos entendidos? Pelo bem da nossa relação, que muito embora já não exista mais ainda existe sim.

Programei esta postagem para ser exibida as 03:46



Espero que entendas...
Duvido que entendas rsrsrsrs...

domingo, 4 de novembro de 2012

Homem ideal


Falávamos sobre homens, minha amiga e eu. Não é fácil lidar com homens, depois ainda somos obrigadas a ouvir aquela velha ladainha de que é difícil entender as mulheres e tal. Aff quem foi que disse que tem que entender? Não precisa entender, basta aceitar. Então lá pelas tantas( e foram tantas mesmo) a guria me faz a pergunta. É isso mesmo, ela fez “a pergunta”. Como deve ser então o cara ideal? Deus , essa pergunta é tão tensa que agente fica até sem reação. Devo ter feito uma cara tão bizarra que ela até mudou a pergunta. Mudou, mas não aliviou tanto. A pergunta foi a seguinte: O que tem que ter um cara pra ser o cara? Daí eu comecei a pensar. Porra, “o cara”? Bhã, pro cara ser “o cara” ele tem que ser como eu, ou seja, bizarro. Já disse e volto a repetir, gente normal não me excita. Então comecei com a lista. O cara tem que ser obviamente mais alto do que eu( por que se não for coitado rsrsrs), não pode ser gordo demais nem magro demais, mas se for bombado, que seja parelho, aquele lance meio triangular não me agrada nadinha. Cabelo, bom o cabelo é um troço difícil pra mim, por que não curto cabelo normal, até pode ser curto(esses mais comuns) mas que não seja normal(também não estou falando de cousas neimares de ser e similares, isso é deveras broxante), na realidade o que mais me atrai com relação a cabelo em um cara são os extremos, ou cabelo comprido, cabelão afu mesmo, ou cabelo algum, carecas, gosto dos carecas, curto o lance de cabeças brancas, pálidas e sem nada, brilhando ao sol... Tatuagens, isso é de estrema importância. Tem que ter tatoos, braços tatuados são um atrativo a mais certamente, na real não curto caras sem tatoo. Daí fiz uma lista gigante e percebi que minha amiga estava ficando com cara de louca, parei e perguntei o que houve? Ela estava achando exagerada a lista e perguntou pela personalidade. Mas eu já iria chegar lá, depois que eu dissese(falares riograndinos) que gosto de panturrilhas, gosto de brincos, não curto muito esse lance de que os caras não se depilam e definitivamente detesto caras  fazem a barba todos os dias, a barba, bem feita e desenhada é o maior charme masculino, não gosto do rosto limpinho de criança, se quisesse um assim pegava um adolescente, gosto de homem não de guri, e isso tem que ser bem claro e evidente. Ok falando de personalidade, o cara pra ser “o cara” tem que ser um tanto excêntrico , deve saber a diferença entre raiva e tpm, deve saber que nunca vai me entender e eu nem quero isso, deve ser semelhante a mim. É eu sei que ser semelhante a mim é algo bem estranho, mas ele deve ser, fato. Tem que gostar de rock e abominar rock nacional, tem que saber a diferença entre rio grande do sul e brasil, logo tem que gostar das bandas gaúchas. Tem que saber fazer comida boa e chimarrão. Tem que gostar, entender e comprar vinho. Tem que entender de cinema e gostar dos mesmos filmes que eu. Tem que curtir uma polar e se fumar cigarro mentolado melhor ainda. A lista seguiu enorme e tal, aí minha amiga(que a essa altura estava com a cara do gato da Alice ) me faz “a pergunta”:
E se ele não for tudo isso, mas for muito, digo muito, repito muito bom de cama, ele é “o cara”? Fiquei em silêncio.

sábado, 22 de setembro de 2012

Os russos e eu


Os russos exercem um fascínio sobre mim. Não sei exatamente como definir, mas fato é que eles, “os russos” me abriram muitas portas , me mostraram muitas cousas e depois deles um outro universo se abriu diante dos meus olhos. Agradeço muito aos russos e a sua literatura única, que lógico está em primeiro lugar na minha galeria de bons livros .Tive muitos russos na minha vida, comecei com eles muito cedo, foi minha mãe quem nos apresentou, e recordo claramente do meu primeiro, e sim, foi antes dos quinze anos, eu de fato era muito precoce mesmo.  Comecei com o vernacular Pushkin. Confesso que foi um pouco doloroso no começo, mas depois nos acertamos e a cousa fluiu como tem de ser. Viajei muito nesta época sobre o papel da mulher na sociedade, e juro que ficava lendo sobre Olga e me perguntando qual seria o meu papel...Bons tempos em que eu achava isso relevante. Comecei a tomar gosto pelo cara e segui com A Dama de Espadas. O que me levou a perceber, a conhecer, a saber na verdade da ligação enorme existente entre Pushkin e Tchaikovsky que curtia o cara as veras! Acredito que tenha sido nesta mesma época que me viciei em Tchaikovsky. Depois já mais velha, e mais madura( depois de um russo não há como não amadurecer) tive meu segundo. O pacifista Tolstói, rolou um algo mais com esse carinha, certo que sim, ele meio que deu uma balançada em mim, nunca vou esquecer. Fiquei meio paranoica com Guerra e paz, tive que voltar várias vezes e reler várias vezes alguns capítulos, foi de fato uma leitura meio loucaça. É sim, fiquei embasbacada com a riqueza de detalhes, com a maneira de escrever que por vezes até esquecia de Bézoukhov.Lembro também que quem costumava me visitar nos sonhos era André.Leitura longa essa, fiz uma pausa com os russos depois disso. Não que eu tivesse rompidocom eles, isso não faria jamais, mas depois de tudo isso era preciso uma pausa, um ar , devo ter lido algumas júlias no meio do caminho, só pra não esquecer que sou mulherzinha e clichê. E deve ter sido depois de algumas Júlias, Sabrinas ou algum gibi da Marvel que eu o conheci. Ele que passou a ser o meu russo favorito, o meu russo de estimação, simplesmente o meu russo. Dostoiévski, o petrashevskista. Foi aí que comecei a ler sobre o círculo, foi aí que de aprendi sobre liubomudre e os movimentos progressistas. Meu mundo caiu e se ergueu várias vezes em uma mesma página, nunca mais tive a mesma sensação. Fui atraída pelo título, Os demônios, mas não era aquilo que eu esperava. Era muito mais, muita intriga, estudantes loucões, intelectualidade exacerbada, nem sei como continuei no movimento estudantil, nem sei como continuei a estudar depois daquilo, juro que passei a ver meus colegas de aula, todos com olhos diferentes. Aprendi muito sobre o terrorismo, fiquei meio louca, certamente fiquei. Foi com este livro que comecei a tomar gosto por Nietzche, que passei a estudar sobre Stalin. De fato mais do que o que se lê propriamente no livro, com caras como estes agente acaba lendo muito mais, acaba lendo o que o livro sugere que leia, ou que espera que já se tenha lido. Depois disso tive uma racaída e voltei para os braços de  Tolstoy. Não que eu fosse traidora , mas esses russo me deixamde fato bem caduca, nunca sei qual é o da vez, nem agora sei, tenho breve ideia, que é sobreposta a toda hora, aff esses russos... Fiquei besta com o que era a Rússia Czarista com Anna Karerina, é, era russa a cousa naquela época. Depois voltei para Dostoiéviski, mas isso são cenas para o próximo capítulo...
(se houver um rsrsrsrs)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Inventei cousa nova



Andava eu falando dia desses com umas amigas sobre espécie de guia de livros que devemos ler, eram mil, ou mil e um, não lembrarei. Claro que alguns algumas de nós já havíamos lido, afinal não somos assim tão incultas. Fato é que isso me fez pensar que existem alguns escritores que muito além da minha simpatia e admiração tem um algo a mais de mim, é inexplicável, mas conheço “gentes” que com duas palavras definiriam bem o que é. Sou péssima com palavras, acabo me perdendo, então fica assim mesmo. Gosto de classificar o que leio por nacionalidade, tenho preferências e ódios gritantes. Então decidi tecer sobre cousas que marcaram minha vida, que foram importantes pra mim. A ideia inicial é manter o foco e manter a classificação das nações,mas como viver não é preciso irei sem dúvida até onde as letras me levarem.literatura(só pra variar rsrsrs).

sábado, 15 de setembro de 2012

I like a dark paradise




Como de costume acordei tarde, muito além do meio dia, mas como o sol desta época pouco de bom me traz nem dou bola. Para minha surpresa ao acordar e abrir a janela dou de cara com um dia lindo, o dia de hoje. Dia de belas cores, tons de cinza e azul que se mesclam formando luzes e sobras, e penumbras que muito me agradam, trovoadas colorindo o céu em tons de rosa e lilás que raramente aparecem, laranja entre as nuvens, poucos dias são tão ricos em cores. E os cheiros, dias assim trazem consigo o cheiro da terra úmida, da terra viva, é o cheiro da força, o que faz lembrar que o que está embaixo é como o que está no alto e o que está no alto é exatamente como o que está embaixo! Dias como o de hoje despertam o que há de melhor em mim, despertam paz, alegria e vontade de sair pra rua. E os sons, dias como o de hoje são repletos de sons, a chuva que começa a cair fina e aos poucos vai ganhando força até que já não se houve mais o barulho da música de gosto duvidoso do vizinho (santa chuva). 

Hoje o bom humor se mistura com a melancolia, e isso estranhamente me faz sentir bem, gosto de curtir minha própria melancolia, lembro das tardes de outono que nunca vivi mas gostaria de ter vivido, de livros cinzas que li. Gosto de livros cinza, mas não sei exatamente como explicar o que eles são, ou se entende ou não, livros cinza, é isso. Já está chegando a noite, e muito me agradam essas noites, são lindas e serenas, e exatamente neste momento ouço um blues tocado pelo Will, aqui do meu lado. Poucas cousas combinam tanto com este anoitecer como este blues do Will.
Fotos Will Teodoro Belmont Coiote.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ae Jean-Paul Sartre, o inferno é muito mais valeu!!!!!!


Inferno.
Meu amado e admirado Jean-Paul Sartre que me desculpe , mas o inferno não se resume apenas aos outros.
(todavia estes, os outros, sejam boa  parte dele)
Inferno é o sono que não vem.
A noite que se estende com suas horas intermináveis e tediosas.
A semana que passou, e a que antecedeu e possivelmente a que ocorre.
O sono que não vem.
A música que o cidadão que (que por obra satânica só pode) mora ao lado de minha casa ouve.
O vinho barato que parece já não surtir efeito.
O sono que não vem.
A distancia que me encontro daquilo que havia há muito planejado para esta época.
A falta de coragem, a covardia pura e verdadeira que impera, domina , reina em mim.
A merda do sono que não vem!
Espinhas loucas que invadem meu rosto, mais do que na puberdade,o que fazem  estas malditas espinhas? Estão erradas, chegaram ao menos uns dez anos mais tarde do que deveriam, burras espinhas retardatárias.
Acho que nem preciso falar que Morpheus se recusa a abrir as portas do seu mundo para mim.
A lua, falar da lua, inferno!!
Inferno é a lua que não muda, que só permanece , não aguento mais essa lua, lua cheia venha, quero lhe usar!!
Inferno é eu estar rançosa e não conseguir dormir, amanhã acordo cedo!
Inferno é conservar a pureza, mas sacrificando assim a certeza, e juro, esta faz tanta falta!
A porra do sono que não vem!
Inferno é ver os amigos chateados, amigos chateados com amigos, inferno é se chatear com amigos.
Inferno é não ter remédio pra dormir.
Inferno é não estar com quem se gostaria de estar.
Inferno de verdade mesmo é se dar conta de com quem gostaria de se estar e pensar, puta merda, agora fudeu de vez. Pois a companhia em questão é a menos apropriada, ou a mais inadequada, aquela que vai contra tudo que se pensa, aquela que de causal nada possui, embora vista essa máscara. Inferno é perceber tudo isso numa bosta duma noite em que não se tem sono.
É um verdadeiro inferno reconhecer a semelhança que se possui com certa pessoa tão erronia.
Inferno é não ter um puto tostão pra se fazer uma viagem que tem tudo pra ser magia.
Inferno é saber que se vai a um lugar que um amigo amado gostaria muito de ir, mas não pode. Mais inferno ainda é ter a covardia de ir assim mesmo.
Inferno é não poder levar consigo a todo e qualquer lugar os amigos do peito.
Inferno é não ter ouvido Jouquim no carro.
Inferno é o grêmio estar acima na tabela.
Inferno é estar escrevendo merda enquanto se deveria dormir.
Inferno é pegar cousas emprestadas com amigos e esquecer, devolver só depois, quando esta já não tem assim tanta utilidade.
Inferno é o preço do sapato que quero.
Inferno é querer mais sapato!
Aff, inferno é tudo isso, e muito mais, é o calor que fez nesta tarde.
Então Sartre querido, os outros, são só uma parcela de inferno, ok?!
que me desculpe , mas o inferno não se resume apenas aos outros.
(todavia estes, os outros, sejam boa  parte dele)
Inferno é o sono que não vem.
A noite que se estende com suas horas intermináveis e tediosas.
A semana que passou, e a que antecedeu e possivelmente a que ocorre.
O sono que não vem.
A música que o cidadão que (que por obra satânica só pode) mora ao lado de minha casa ouve.
O vinho barato que parece já não surtir efeito.
O sono que não vem.
A distancia que me encontro daquilo que havia há muito planejado para esta época.
A falta de coragem, a covardia pura e verdadeira que impera, domina , reina em mim.
A merda do sono que não vem!
Espinhas loucas que invadem meu rosto, mais do que na puberdade,o que fazem  estas malditas espinhas? Estão erradas, chegaram ao menos uns dez anos mais tarde do que deveriam, burras espinhas retardatárias.
Acho que nem preciso falar que Morpheus se recusa a abrir as portas do seu mundo para mim.
A lua, falar da lua, inferno!!
Inferno é a lua que não muda, que só permanece , não aguento mais essa lua, lua cheia venha, quero lhe usar!!
Inferno é eu estar rançosa e não conseguir dormir, amanhã acordo cedo!
Inferno é conservar a pureza, mas sacrificando assim a certeza, e juro, esta faz tanta falta!
A porra do sono que não vem!
Inferno é ver os amigos chateados, amigos chateados com amigos, inferno é se chatear com amigos.
Inferno é não ter remédio pra dormir.
Inferno é não estar com quem se gostaria de estar.
Inferno de verdade mesmo é se dar conta de com quem gostaria de se estar e pensar, puta merda, agora fudeu de vez. Pois a companhia em questão é a menos apropriada, ou a mais inadequada, aquela que vai contra tudo que se pensa, aquela que de causal nada possui, embora vista essa máscara. Inferno é perceber tudo isso numa bosta duma noite em que não se tem sono.
É um verdadeiro inferno reconhecer a semelhança que se possui com certa pessoa tão erronia.
Inferno é não ter um puto tostão pra se fazer uma viagem que tem tudo pra ser magia.
Inferno é saber que se vai a um lugar que um amigo amado gostaria muito de ir, mas não pode. Mais inferno ainda é ter a covardia de ir assim mesmo.
Inferno é não poder levar consigo a todo e qualquer lugar os amigos do peito.
Inferno é não ter ouvido Jouquim no carro.
Inferno é o grêmio estar acima na tabela.
Inferno é estar escrevendo merda enquanto se deveria dormir.
Inferno é pegar cousas emprestadas com amigos e esquecer, devolver só depois, quando esta já não tem assim tanta utilidade.
Inferno é o preço do sapato que quero.
Inferno é querer mais sapato!
Inferno é a cara de bunda que estou agora!
Aff, inferno é tudo isso, e muito mais, é o calor que fez nesta tarde.
Então Sartre querido, os outros, são só uma parcela de inferno, ok?!