domingo, 30 de outubro de 2011

Eu não resisto, eu não desisto

Eu não.
Eu não resisto me entrego!
Envolvo-me, te absorvo.
Esqueço-me que te desprezo.
Esqueçi que te esqueci.

Eu não resisto.
Desejo, não sou diferente.
Sou de carne.
E como tal tenho sangue quente.
Que queima quando corta a pele.

Eu não resisto,
Só não sofro mais.
Não envolvo-me tanto quanto gsotaria.
Não permito.
Eu minto, não pra ti.
Pra mim.

Eu não resisto, eu minto.

Eu não sou a força.
Sou a personificação da fraqueza
Da dor.
Da cicatriz.

Não, eu não resisto.
Eu nego, eu finjo.
E se me pedes a recusa te dou a recusa.
Sempre acabo dando o que queres.
E por que sou fraca.

Àhh, eu não.
Eu não resisto.
Não resisto ao charme mundialmente conhecido.
Não resisto a tamanha ostentação que sei que foges o quanto podes.
Não resisto ao fato de que escreves.
E resisto menos ainda a joguinhos confusos de poesia barata.

Logo eu, que não resisto.
Não resisto por que sei que o que sabes sobre o que agora fazes foi o que aprendesses comigo.
Não resisto por que o fato de me copiares infla meu ego.

Não resisto por que no fundo gosto de saber que sempre estarás disponível.

Não, eu não resisto por que gosto do fato de sempre precisas de mim.

Eu, eu que tu dizes resistir.
Por que pensas assim se sempre estou aqui?

Eu que não resisto
(...)
Não desisto
De um dia resistir
(...)

5 comentários:

Livia Marina disse...

gostei muito!

Livia Marina disse...

gostei muito!
;)

Guga disse...

Complexa a tua mente, difícil de ser dicifrada. adorei!

Rafa Laza disse...

Eu sei que resistes e mais do que queres penso...
agora quanto aos joguinhos de poesias baratas , esses são meus favoritos, principalmente quando fico confuso, como estou agora.
A verdade é que quem não resiste sou eu.

Fredie disse...

Lindo, mas eu queria tanto saber a que tu não resistes...