quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dor de barriga, filosofia,pensamentos quentes e outras cousas...


Ontem eu estava com dor de barriga, é caro leitor (como sempre na esperança de haver algum),dor de barriga com direito a tudo que a dor de barriga oferece... Então lógico não pude sair de casa mesmo tendo um zilhão de cousas pra fazer fora dela. Mas eu gosto muito de ficar em casa, como já disse antes, é minha fortaleza. Ficar em casa no meio da semana é algo meio estranho, pleno dia útil, todo muindo trabalhando, estudando, cuidando de suas vidas, e eu em casa, com dor de barriga, presa no lugar que eu mais amo no mundo mas louca pra sair fora!!!
Um amigo amado veio me visitar(ele não é vagabundo, estuda a noite e leva uma vida, humm, digamos, alternativa...). Falamos por telefone, ele soube do meu probleminha intestinal e resolveu correr o risco e me visitar mesmo assim. Trouxe filme, assistimos, comemos(eu não muito) e ficamos fazendo o que fazemos de melhor juntos. Filosofando.
Ele me contou suas novas angústias, suas novas conquistas amorosas(acredite ele conta cada uma, e elas acreditam...).
Eu contei a ele o que passo no momento e foi aí que a cousa engrenou de vez,( ou degringolou, depende muito da quantidade de álcool que tu caro leitor ingeriste antes de ler este blog, que diga-se de passagem escrevo sempre de cara limpa, muito embora minha amiga Fernanda julgue o contrário.)
Olhar o que já víamos a muito tempo com outros olhos.
Não sei exatamente o que isso significa, mas é sobre isso que falávamos nessa tarde ensolarada em que eu me encontrava em um triste momento de dor de barriga!
É por demais gozado agente parar e do nada ver que algo cotidiano e corriqueiro pode de repente se transformar em algo extremamente especial.
Falávamos de sentimento, mas acreditamos que possa se estender e abranger muitas cousas.
Deparei-me dia desses com algo arrebatador.
Na verdade é arrebatador e calmo, ameno ao mesmo tempo, algo que há de demorar para transformar-se no que desejo, mas a demora só faz parecer mais belo e sublime. Algo que não tem por que se apressar, que cada passo de formiga é uma nova descoberta e faz com que tudo fique ainda maior do que é .estranhas mesmo são essas cousas do coração. Me deixa feliz ter um amigo que devaneie comigo acerca desses temas por demais filosóficos e complexos. Fiquei creio eu em certo ponto contente com essa nova descoberta, que na verdade não é uma descoberta, na verdade nem sei como posso descrever.
Gostei de ‘novo olhar’ uma vez que é algo que há muito eu já via, mas não via com esses olhos, não com aquela maldade que é tão doce e sublime, não com a malícia, boa e velha malícia que nós tanto amamos...
Estou gostando de sentir isso, até agora nova, loucamente nova...
Mas como são arrebatadoras essa cousas, em uma vida inteira não percebemos, convivemos, falamos, olhamos, mas não vemos, e em um momento, bam. Alguma cousa acontece e bum, já muda tudo...Até penso que minha dor de barriga pssa ter algo a ver com isso. Não há quem diga que sentimentos novos atraem borboletas para nosso estômago??
Acho bárbaro tudo isso... estou confusa mas certa do que eu quero, e isso me deixa muito louca...

O pior é que a dor de barriga continua...

2 comentários:

Rosy Bomfim disse...

Sempre que posso venho dar uma olhadinha nos seus posts, vc tem um jeito muito particular de escrever que faz o leitor participar de tua vida, é interessante ler-te... Parabéns Shana!

Rafa Laza disse...

sHANA E rOSY, NA MESMA PÁGINA,SACANAGEM VÉI!!!