domingo, 18 de setembro de 2011

Vinho e Bedrich Smetana

 
Como são insuportavelmente complexas as cousas da vida, é pois é, estou de volta com as cousas da vida.
Como eu poderia não falar delas se elas não me deixam.
Agente tem na mão o que quer, ou ao menos deveria querer, afinal, quem não quereria?
Só quem tem não quereria, e como agente sempre acaba dando maior valor pra aquilo que não tem eu fico me apegando a algo que não tenho!
E é bastante provável que não vá ter, mas eu preciso, preciso por que quer e eu sempre preciso daquilo que quero.
Hoje fiquei divagando acerca dessas questões tão confusas que me deixam maluca!
Até onde o desejo é apenas desejo?
Quando é que o simples desejo passa a se tornar algo maior, algo que não podemos controlar?
Qual é o momento em que o desejo se transforma em mais do que desejo?
E quando é que mera curiosidade se transforma e ganha ares de  desejo?
Em que momento da vida um simples olhar deixa de ser um simples olhar?
Creio ser muito tênue a linha entre o desejo e a paixão, igualmente tênue a linha entre o olhar e o desejo.
Quando é que uma falta de conhecimento se torna desprezo?
Qual é o ponto entre a rejeição e a timidez?
Por que pessoas enigmáticas me atraem, se eu sempre sei que estas são as mais difíceis de lidar?
Aposto que Goethe, ou Alceu Valença tem uma resposta pra isso. Quem sabe Gustav Mahler não me dê essa resposta!!
Enquanto nenhum desses me diz alguma cousa continuo ouvindo melancolicamente Bedrich Smetana, e tomando vinho de boa qualidade que minha vó estava guardando para uma comemoração!!!

sábado, 17 de setembro de 2011

Do platônico



Como já dizia HG¹ , que é o cara, ”não eu não passava por aqui por acaso, não eu não olhava pra você por acaso”.
Sábias ´palavras as do Humberto. Nunca é por acaso, nunca é do nada. Se agente olha, se agente passa na frente, se agente pergunta de, sempre é por que há um interesse.
Não sei viver amores platônicos, não sei do que se tratam, acho por demais poéticos e antigos, não ,e imagino amando alguém em silêncio, ou sofrendo ores que ninguém nunca sentiu.
Sou demasiadamente carnal neste aspecto e não posso crer que exista hoje em dia ainda o platônico!!
Ai que ódio ² do platônico!
E fico pensando, pode haver um tipo de cousa menos amor, mais paixão, mais fogo, será que há paixão platônica??
Ou será que agente julga platônico apenas o desejo momentâneo?
Como distinguir o que é um mero desejo momentâneo de uma paixão platônica?
Será que a pessoa amada platonicamente não se da conta?
Na verdade tenho muitas teorias a esse respeito, mas momentaneamente fico com a de que seja um charminho, o famoso charminho de quem tem alguém que ame platonicamente.
Gosto dessa palavra, da sonoridade, não sei se gosto do seu sentido, significado(pra quem gosta de discutir semântica).
Ficar conjecturando acerca do que é ou não paixão é pano pra manga e possíveis cenas dos próximos capítulos. Quero agora entender o platônico e suas derivações, paixão, amor, devoção...
Agente conhece bem o platônico. Obrigada AA ³
Mas confesso que é tudo muito estranho, não sei se me expresso bem, possivelmente não.
Viver platonicamente é foda!


¹ Humberto Gessinger” Por Acaso”
² ôdio- palavra semelhante a cousas, cousas da shana, significa ódio, mas tem que ser dita com o ô pra ficar com a minha cara...
³ Manuel Antônio Álvares de Azevedo ( o tedioso).         

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dor de barriga, filosofia,pensamentos quentes e outras cousas...


Ontem eu estava com dor de barriga, é caro leitor (como sempre na esperança de haver algum),dor de barriga com direito a tudo que a dor de barriga oferece... Então lógico não pude sair de casa mesmo tendo um zilhão de cousas pra fazer fora dela. Mas eu gosto muito de ficar em casa, como já disse antes, é minha fortaleza. Ficar em casa no meio da semana é algo meio estranho, pleno dia útil, todo muindo trabalhando, estudando, cuidando de suas vidas, e eu em casa, com dor de barriga, presa no lugar que eu mais amo no mundo mas louca pra sair fora!!!
Um amigo amado veio me visitar(ele não é vagabundo, estuda a noite e leva uma vida, humm, digamos, alternativa...). Falamos por telefone, ele soube do meu probleminha intestinal e resolveu correr o risco e me visitar mesmo assim. Trouxe filme, assistimos, comemos(eu não muito) e ficamos fazendo o que fazemos de melhor juntos. Filosofando.
Ele me contou suas novas angústias, suas novas conquistas amorosas(acredite ele conta cada uma, e elas acreditam...).
Eu contei a ele o que passo no momento e foi aí que a cousa engrenou de vez,( ou degringolou, depende muito da quantidade de álcool que tu caro leitor ingeriste antes de ler este blog, que diga-se de passagem escrevo sempre de cara limpa, muito embora minha amiga Fernanda julgue o contrário.)
Olhar o que já víamos a muito tempo com outros olhos.
Não sei exatamente o que isso significa, mas é sobre isso que falávamos nessa tarde ensolarada em que eu me encontrava em um triste momento de dor de barriga!
É por demais gozado agente parar e do nada ver que algo cotidiano e corriqueiro pode de repente se transformar em algo extremamente especial.
Falávamos de sentimento, mas acreditamos que possa se estender e abranger muitas cousas.
Deparei-me dia desses com algo arrebatador.
Na verdade é arrebatador e calmo, ameno ao mesmo tempo, algo que há de demorar para transformar-se no que desejo, mas a demora só faz parecer mais belo e sublime. Algo que não tem por que se apressar, que cada passo de formiga é uma nova descoberta e faz com que tudo fique ainda maior do que é .estranhas mesmo são essas cousas do coração. Me deixa feliz ter um amigo que devaneie comigo acerca desses temas por demais filosóficos e complexos. Fiquei creio eu em certo ponto contente com essa nova descoberta, que na verdade não é uma descoberta, na verdade nem sei como posso descrever.
Gostei de ‘novo olhar’ uma vez que é algo que há muito eu já via, mas não via com esses olhos, não com aquela maldade que é tão doce e sublime, não com a malícia, boa e velha malícia que nós tanto amamos...
Estou gostando de sentir isso, até agora nova, loucamente nova...
Mas como são arrebatadoras essa cousas, em uma vida inteira não percebemos, convivemos, falamos, olhamos, mas não vemos, e em um momento, bam. Alguma cousa acontece e bum, já muda tudo...Até penso que minha dor de barriga pssa ter algo a ver com isso. Não há quem diga que sentimentos novos atraem borboletas para nosso estômago??
Acho bárbaro tudo isso... estou confusa mas certa do que eu quero, e isso me deixa muito louca...

O pior é que a dor de barriga continua...

Quando o cotidiano se torna o especial


Novas experiências
Como é bacana viver cousas novas, cousas variadas, cousas diversas.
O melhor de tudo é quando o novo é tão antigo, sempre esteve ao nosso lado, ao alcance das mãos.
Mas o gozado é ver, é perceber como algumas cousas estão tão próximas de nós e sequer percebemos.
O bonito da vida é a surpresa, a surpresa de se deparar com algo que sempre foi familiar, mas nunca tivemos acesso.
Algo cotidiano e despercebido, que da noite pro dia vira preciso, e como é voraz essa precisão...


 Aulas de guitarra com o proff Will Coiote.
 Algo tão velho na minha vida, mas tão novo .



Foto: Will Coiote.