quinta-feira, 26 de maio de 2011

O poder da amizade

Quando entra a madrugada com suas cores soturnas, com seus ares de frio, com seus sons peculiares, com sua magia própria e única,quando todos estão dormindo, ou se encaminhando para tal eu acordo. E ao acordar penso no que fiz do meu dia, se este foi ou não de algum proveito(geralmente é, mas ultimamente...), bem hoje não foi diferente. Acordei,olhei em volta e percebi que o ar entrava mais suavimente em meus pulmões. Nossa que boa sensação, como é bom sentir a leveza do ar. E como já havia um certo tempo que não me sentia assim, pensei no que poderia ter causado tudo isso. A resposta me veio na hora, como se eu estivesse estudado p'ruma prova e soubesse todas as respostas. Sorri e  pensei, masi do que pensei acredito até que cheguei a pronunciar a palavra AMIZADE. Sabe aqueles dias em que agente deixa tudo de lado só pra fazer uma coisa muito legal com os amigos, aqueles amigos mais queridos e amados? Pois é, eu o fiz, e fiz sem saber que o retorno seria imediato, fiz e fiz. As vezes agente por motivos variados acaba se afastando dos amigos, acaba não cultivando amizades que poderiam ser eternas. 
Durante a minha infancia havia um primo do meu avô, um senhor já (aparentemente) idoso que frequentava minha casa, ele era da famíla mas aparecia uma ou duas vezes por ano. Era aquele tipo de pessoa que vive intensamente a vida, então seu nome era Clorestino, (é estranho nome,talvez por isso o chamávamos de Clore), mas então o Clore era uma figura, mas uma figuraça mesmo.Ele morava em Santa Vitória, tinha uma bicicleta vermelha que se chamava Mimosa (saudades da Mimosa), o cara fazia anualmente o caminho da praia do Ermena até as vagonetas da barra de bicicleta, acampando e sendo aquela pessoa espetacular que ele era. Bem o Clore tinha óbviamente muitas histórias pra contar e era um homem sábio, culto e bastante inteligente, sempre tinha uma frase pra qualquer situação. Poeta, músico, ermitão, louco, mulherengo,bhá, acho até que eu inventei o Clore(quando acabar aqui perguntarei a minha mãe se ele de fato existiu , afinal posso ser esquizofrênica e nem saber). Mas o Clore é papo que dure e eu só lembrei dele por que ele sempre dizia que" não se deve deixar criar mato no caminho da casa dos amigos". As vezes eu permito que se crie um pequeno arbusto aqui e outro ali, mas com esses amigos quero asfaltar o caminho,para que nenhuma plantinha tente me impedir de chegar até eles. Como é bom poder contar com alguém, sorris com alguém, como é bom ter pessoas semelhantes, que gostam dos mesmo filmes, que têm os mesmos heróis, que comem a mesma comida...È raro encontar gente parecida, gente querida que tenha gostos parecidos, é raro, tão raro que quando encontramos não podemos nunca permitir que o mato cresça no caminho desses amigos para que assim mais dias eu acorde com essa agradável  sensação de ar leve...

2 comentários:

leone disse...

ô buscadora, vem me buscar aqui. as árvores do caminho da minha casa já tão grandinhas ein, ta na hora de podar!
to cobrando!
bj gúria!

Shana Corrêa disse...

leozinho, assim é sacanagem,olha a distância que é...As árvores até podem estar grandes, mas o carinho, a admiração, o respeito(...0a amizade sempre continua, tu sabes que moras no meu coração!!!