domingo, 29 de maio de 2011



"Canta uma canção bonita, falando da vida em RÉ maior, canta uma canção daquelas de filosofia e mundo bem melhor..."
Como dizia esse cara que eu admiro muito Oswaldo Montenegro, uma canção vale muito. Gosto de música, e como é de conhecimento de todos já bebi muito nessa fonte. mas a música que falo agora é qualquer uma. Quero falar sobre trilha sonora, nossa trilha sonora, da nossa vida. detesto quando alguém me pergunta qual é a minha úsica prefeida,acho que essa é uma das perguntas mais ridículas que existem, e olha que em questão de perguntas ser ridículo não é tarefa complicada. Mas o que quero dizer é que ter uma música preferida é como ter apenas um amor nessa vida(contando tudo, vô, vó, cachorro. amigos, marido, mãe, pai...), ter uma única canção é ser limitado e triste. sempre que me fazem essa pergunta eu respondo com outra pergunta, que é a seguinte:Minha música favorita para que momento? E acreditem essa também deixa a desejar. Minha música preferida para o mesmo momento já mudou tantas vezes que eu já nem sei mais quais foram as primeiras. todavia acredito que seja essa a melhor forma de responder a tal pergunta sem fazer disso algo maior do que é. É que na verdade raramente quando essa pergunta é feita o autor da pergunta de fato se importa qual é a resposta, é uma pergunta super genérica que só é feita para que o papo não morra, e convenhamos, falar sobre música sempre gera mais um tempinho de papo.




Quem não se lembra dos saudosos questionários?
Aqueles cadernos lotados de perguntas, algumas genéricas, e outras nem tanto, que passavam de mão em mão entre os colegas e amigos(muita cousa descobri nestes questionérios). Era bem legal, agente respondia as perguntas, lia o que as outras pessoas respondiam e estava pronto, todos se conheciam , era o orkut da época, e funcionava muito bem. Lembro que no meu questionário, é eu fiz um sim, na verdade fiz mais e um, mas não sei onde os outros foram parar. então no meu questionário as perguntas quase todas giravam em torno de música,e isso foi percebido na primeira guria que o respondeu, ela me disse que pra que deus do céu eu estav interessada no gosto musical das pessoas, segundo ela essas perguntas relativas a música, filme e cor prediletas eram somente um meio de se chegar a outras perguntas, como por exemplo "o que uma menina tem que fazer pra ser sua namorada?" Neste momento eu percebi.
Não, ninguém quer mesmo saber, por mais que perguntem, não querem saber nada, não querem saber nossas músicas, nossos filmes, nossas cores, nossos livros, nada. Creio que até hoje aquele guria pense dessa forma, eu como sou romântica já não sou mais tão radical. Respondo sempre a essas perguntas e gosto de ouvir das pessoas essas respostas.Sou o tipo que gosta de conhecer as pessoas, e gosto de conviver com quem conheço.
Minha música favorita???
São tantas, e eu as amo, e elas variam, trocam de momentos vez por outra, mas algo estranho que acontece é que na sua grande maioria minhas músicas são antigas. Poucas são as novas canções que me agradam, existem sim, mas não são muitas, fico me perguntando que espécie de pessoa estranha que eu sou que resiste as tendências... Mas goosto do que me tornei, se eu não fosse eu eu também iria gostar de mim.
Não farei pergunta com relação a música favorita de ninguém, não é esse o propósito. Na verdade não há outro propósito, estou entediada, é domingo 02:27 da madrugada, estou sem sono, e não tenho nenhum filme pra ver...Não a propósito,mas também não é isento, é madrugada de domingo pra segunda...




Boa semana pra todos nós!!!!!!!!!!
Quando eu era criança sempre achava por demais estranho todo mundo dizer que a semana começava no domingo.Que loucura, será que só eu estava ligada nas coisas?? Será que mais ninguém via que a semana começava na segunda, e que o domingo era o último e não o primeiro dia!
Acho que não, ninguém se ligava. Na verdade até hoje eu penso que de fato a semana incia na segunda.E por falar em segunda olha ela aí dando as caras novamente. Eu não sei o que, mas existe algo tremendamente estranho nas segundas feiras, algo que para na esquina entre o tremendamente enfadonho e o tudo de novo ai ninguém merece, não sei se essa é uma boa esquina pra fumar um cigarrinho no final da tarde. Talvez eu seja como o Garfield que quando virou realeza decretou o fim da segunda feira, mas aí a terça virou a nova segunda, e ele também não durou muito no seu trono... Èu em muitos aspectos me identifico com esse gatinho...E amo lazanha...      

O domingo até pode ser estranho também, mas a esquina que o domingo para é a do cansativo entediante com o família reunida que saco, admito que talvez também não seja a melhor esquina p'rum cigarrinho, mas um chimarrão até que rola. O que não acontece na segunda é algo muito fora do meu entendimento, algo místico. Tenho muitas teorias que variam entre abdução alienígena e testes mentais da NASA (ou da S.H.I.E.L.D.) , quem vai saber??
A verdade é que agente deve sempre se preparar para uma segunda-feira,há de se ter uma boa dose de paciência ( e sempre um plano "B" no caso da paciência não funcionar), mas aí voltamos a estaca zero, uma vez que o dia que antecede a segunda é o domingo (lembra a esquina do cansativo entediante com a família reunida ai que saco), então ta explicado, a segunda só é segunda por que vem depois do domingo!
Nem sei como eu dormia antes de chegar a essa tão sábia conclusão. Agora sim vou dormir em paz, depois dessa descoberta milenar...Eu sou muito foda memso...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Domingão


Já é madrugada, e de sábado, então já é quase domingo. Eu tenho um relação estranha com os domingos, uma relação de amor e ódio. Não sei bem explicar, mas gosto de quando está se aproximando do domingo, mas quando de fato amanhece domingo tenho uma certa raiva de ser o dia que é.
Bem eu gosto da proximidade pois é esse o dia da família, não do núcleo, mas da família em geral, onde as tias e os primos vêm pra almoçar e só vão embora depois da janta. É isso que eu adoro, a alegria, o cheirinho da comida de domingo não é o mesmo cheirinho da comida de dias do meio da semana, mesmo que se coma extamente a mesma comida, o cheiro não será o mesmo pode apostar! Domingo não se almoça antes das 14 horas, é tradição e a tradição não pode ser quebrada jamais.Domingo não se acorda antes das 11 e isso também é tradição. E finalmente domingo não se dorme antes das 3 da madruga, impossível.A casa cheia de gente amada, o cheirinho bom da comidinha de vovó, o aconchego da companhia integral da mãe, a música do irmão(pra alegrar a família tem que haver música no domingo).Domingo é bom por que é o dia da família, com direito a chimarrão no canalete no final da tarde, é com toda família, crianças, cachorros, bicicletas e muitas risadas alegres.
Odeio domingo!
É o dia antes do começo, que carga pesada tem o domingo entã. É o último dia do final de semana(muito embora seja ele o primeiro dia da semana, não adianta, é o último e deu), é o dia pra finalizar, encerrar, e como isso é ruim.Agente sempre tem mais coisas pra fazer no final de semana, e sempre sobra cousa e falta findi. Marphi com suas leis e teorias deve amar o domingo, pois é nele que se legitimam em sua maioria!Se algo pode dar errado, é no domingo.Domingo é constrangedor sair de casa sozinho, mesmo que vá se encontrar com um time inteiro de futebol, sair sozinho é deprimente no domingo.Não se usa saltyo alto no domingo, tem um certo ar de desespero nisso, e pra quem não é muito fã do tênis como eu...E por fim o domingo é o prólogo da segunda feira, o dia onde tudo pode acontecer...
Se amo ou se odeio não sei ao certo(acho que amo e que odeio), mas que vem aí mais um domingo vem, e espero que seja o melhor possível, mesmo com todos as implicações que passar por isso exija...
Bom domingo pra todos nós...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Thor



Hoje fui ao cinema com dois amigos queridos e amados. Fomos assistir nada menos que THOR. E minha nossa, voltei pra casa com as energias renovadas. Como é bom viver momentos assim, me refiro as duas coisas, a assitir a esse filme que eu queria muito (por que confesso amo o THOR) e outra por desfrutar da companhia de gente amada(que como eu ama o THOR).Me vi novamente na infãncia quando minha mãe me contava as histórias da MARVEL e eu revivia tudo nos meus sonhos, depois nas brincadeiras no dia seguinte. Aí fui crescendo e minha mãe já não me contava historinhas pra dormir, mas eu as lia. Lia nos gibis que hoje já não tenho mais(como me arrependo).E ainda assim revivia em meus sonhos. Contava aos amigos, mas eles já não se interessavam mais por esse tipo de distração, eu ainda sim. Lembro que ser uma agente da SHIELD era quase que um desejo real, as vezes eu já nem sabia se queria prestar vestibular ou entrar para agência mais fodástica do mundo. Relembrar tudo isso é ótimo, pois vejo que tive uma infância e adolescência muito imaginativa, criativa e feliz.Mas agora, hoje, com 25 anos, como podetudo isso voltar, emergir e eu ainda ter o mesmo sentimento. creio ser uma cousa boa, uma prova de que eu ainda sou eu, que eu ainda sou fiel a mim, àquilo que sempre fui e que nunca devo deixar de ser. Sei bem que quadrinhos e Universo Marvel são cousas distintas da vida real(será que sei mesmo?).
Mas voltando ao filme, muito, muito, muito bom,bem dirigido por kenneth Branagh o filme reconta a história de Thor pela ótica da Marvel. Além do filme ser ótimo o ator que interpretou o deus do trovão, é lindo demais.
Agora vou dormir e mais uma vez sonhar com o fantástico Universo Marvel, com a S.H.I.E.L.D, com Thor, Odin,Asgard,Valquírias,Mjolnir,e a frustração de não ter visto Nick Fury.
Mais uma vez tiro meu chapéu fictício  pro mestre Stan Lee!!!

Thor é um personagem de HQ presente no Universo Marvel, publicado pela Marvel Comics. Baseado no deus Thor da mitologia nórdica, ele foi criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby, tendo Joe Sinnot participado como desenhista ajudante, não sendo creditado. Sua primeira aparição foi numa revista chamada Journey into Mystery #83, em 1962, nos E.U.A.
O Universo Marvel é um mundo fictício onde são narradas as histórias em quadrinhos publicadas pela editora estadunidense Marvel Comics que atualmente pertence à The Walt Disney Company.
Trata-se de um mundo baseado no mundo real, utilizado como pano de fundo em comum para histórias de diferentes séries em quadrinhos, e de cenário para encontros entre os personagens.
Criada por Stan Lee e Jack Kirby em 1966, a agência internacional S.H.I.E.L.D. é uma organização fictícia do Universo Marvel, com objetivo de realizar a contra espionagem e manutenção da lei. Fundada pela ONU e financiada pelas potências da OTAN, tem a função de proteger todo o planeta de ameaças de grande porte, desde terrorismo internacional até invasões alienígenas.
A sigla S.H.I.E.L.D. geralmente é traduzida para "Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão", como nas histórias mais recentes publicadas pela Panini Comics. Em inglês a sigla significa "Supreme Headquarters International Espionage Law-Enforcement Division".
É uma super organização, muito mais forte e importante do que qualquer outra (CIA, NSA, CTU, etc). Com uma mega base invisivel e flutuante liderada por Nick Fury ela cuida dos interesses dos EUA e do mundo. E ainda monitora os heróis (em especial Os Vingadores) em suas missões.
O Coronel Nicholas Joseph "Nick" Fury é um personagem ficcional das histórias em quadrinhos do Universo Marvel, publicadas pela Marvel Comics. Criado por Stan Lee e Jack Kirby, Fury fez sua primeira aparição em Sgt. Fury and his Howling Commandos #1

Hoje não sairei

Apropriando-me de Araújo Jorge digo que hoje não sairei, mas não digo só a minha mãe, digo a todos e a ninguém, mas principalmente, digo a mim. Hoje ficarei em casa, dormirei até a hora que quiser e não sairei da cama como sempre faço, antes do sono acabar. Não, hoje é meu dia, hoje é dia de mim, de mais nada, dia de mais ninguém. Como perdemos nossa vida doando nossos dias a outrem, doando nossas preciosas horas a sabe-se lá o quê, Hoje minhas horas não pertencem a ninguém, a mim e somente a mim. Hoje jogarei meus jogos favoritos há muito dixados de lado, hoje tomarei os mais demorados banhos, com os mais diversos óleos, sabonetes, cremes e tudo o que eu tenho direito, talvez não por merecer, mas por que os compro e nunca tenho tempo de desfrutar o prazer quetais produtos proporcionam.Hoje não vestirei roupa alguma além de meus pijamas mais confortáveis e velhos. Hoje não verei os jornais (sempre tento, mas de fato nunca os vejo).Hoje não irei à faculdade, não que não me dê prazer, mas é que hoje é dia de mim. Hoje não irei trabalhar, não irei ao super, não passearei com os cachorros, não farei elogios a ninguém, não, hoje não atenderei o telefone, não entrarei no msn, não enviarei mensagem de texto, não, hoje não!
Hoje escreverei, lerei, farei as unhas, escovarei o cabelo lentamente, hije eu usarei meu perfume mais caro, aquele do frasco pequeno só para ocasiões especiais, usarei pois ele cai muito bem com meu pijama lilás.
Hoje é dia de acordar tarde, almoçar tarde, não tomar café, hoje tomarei chá, chá com biscoitos, hoje pintarei as paredes da minha alma, e as pintarei de cinza, gosto de cinza, é a cor do céu, a cor das cores.
Hoje eu não sairei, pois hoje é nada menos que dia de mim...

O poder da amizade

Quando entra a madrugada com suas cores soturnas, com seus ares de frio, com seus sons peculiares, com sua magia própria e única,quando todos estão dormindo, ou se encaminhando para tal eu acordo. E ao acordar penso no que fiz do meu dia, se este foi ou não de algum proveito(geralmente é, mas ultimamente...), bem hoje não foi diferente. Acordei,olhei em volta e percebi que o ar entrava mais suavimente em meus pulmões. Nossa que boa sensação, como é bom sentir a leveza do ar. E como já havia um certo tempo que não me sentia assim, pensei no que poderia ter causado tudo isso. A resposta me veio na hora, como se eu estivesse estudado p'ruma prova e soubesse todas as respostas. Sorri e  pensei, masi do que pensei acredito até que cheguei a pronunciar a palavra AMIZADE. Sabe aqueles dias em que agente deixa tudo de lado só pra fazer uma coisa muito legal com os amigos, aqueles amigos mais queridos e amados? Pois é, eu o fiz, e fiz sem saber que o retorno seria imediato, fiz e fiz. As vezes agente por motivos variados acaba se afastando dos amigos, acaba não cultivando amizades que poderiam ser eternas. 
Durante a minha infancia havia um primo do meu avô, um senhor já (aparentemente) idoso que frequentava minha casa, ele era da famíla mas aparecia uma ou duas vezes por ano. Era aquele tipo de pessoa que vive intensamente a vida, então seu nome era Clorestino, (é estranho nome,talvez por isso o chamávamos de Clore), mas então o Clore era uma figura, mas uma figuraça mesmo.Ele morava em Santa Vitória, tinha uma bicicleta vermelha que se chamava Mimosa (saudades da Mimosa), o cara fazia anualmente o caminho da praia do Ermena até as vagonetas da barra de bicicleta, acampando e sendo aquela pessoa espetacular que ele era. Bem o Clore tinha óbviamente muitas histórias pra contar e era um homem sábio, culto e bastante inteligente, sempre tinha uma frase pra qualquer situação. Poeta, músico, ermitão, louco, mulherengo,bhá, acho até que eu inventei o Clore(quando acabar aqui perguntarei a minha mãe se ele de fato existiu , afinal posso ser esquizofrênica e nem saber). Mas o Clore é papo que dure e eu só lembrei dele por que ele sempre dizia que" não se deve deixar criar mato no caminho da casa dos amigos". As vezes eu permito que se crie um pequeno arbusto aqui e outro ali, mas com esses amigos quero asfaltar o caminho,para que nenhuma plantinha tente me impedir de chegar até eles. Como é bom poder contar com alguém, sorris com alguém, como é bom ter pessoas semelhantes, que gostam dos mesmo filmes, que têm os mesmos heróis, que comem a mesma comida...È raro encontar gente parecida, gente querida que tenha gostos parecidos, é raro, tão raro que quando encontramos não podemos nunca permitir que o mato cresça no caminho desses amigos para que assim mais dias eu acorde com essa agradável  sensação de ar leve...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O que fazer?

As vezes eu me pergunto sobre o que devo fazer, quase sempre tenho uma solução que julgo ser adequada a situação.Mas hoje, bem hoje já não posso dizer o mesmo,agora as cousas mudaram levemente de figura, na verdade levemente não, tudo mudou, sabe aqueles momentos de filme em que agente sabe que tudo vai dar errado, mas no final tudo se resolve?
Pois é eu estou igual, mas sem o final, e isso é assustador.
A questão é que eu, logo eu, sempre pé no chão, sempre atenta, sempre ligada, eu que sempre tenho uma resposta, bem eu que sou, eu(...) bem, eu não sei o que fazer, memsoque estivesse de fora, em outro corpo, se eu não fosse eu e eu me pedisse conselho eu não saberia o que dizer.
Sei que sempre existem tais momentos na vida, mas tinha que ser agora, tinha que ser tão cedo, tinha ser antes de eu me preparar. Me preparar, tive até que rir agora, quando se está de fato preparado, acredito que por mais que pensemos que sim esse momento nunca chega. Mas o dia 'd' de cada um de nós chega, e chega sem aviso, e é claro que pra isso nunca se está preparada, e nunca se sabe o que fazer.

Coisas da vida

Como são estranhas as 'coisas da vida'. Digo isso pois tudo o que acontece de ruim, todos os fatos antagônicos que ocorrem na minha vida sempre tem alguém que diz "são coisas da vida".
Aí eu fico pensando. Não poderiam as coisas da vida reservarem algo de bom pra mim? Sim, penso assim, pois uma vez que tudo de ruim que ocorre comigo são coisas da vida, então a conclusão que chego é que há uma espécie de comlpô da vida contra mim. Mas para causar tamanha antipatia assim na vida não deveria então eu ter feito algo ruim à ela? Não,deve ser antipatia gratuita mesmo, sabemos que isso acontece, e muito, eu que o diga!
Aí tem aquele velho e inútil discurso de que os tombos que a vida nos dá servem para que apenas nos reergamos e com mais força. Balela! Um tombo, seja ele qual for é sempre ruim, custamos a levantar e quando levantamos estamos machucados, feridos, fracos, não mais fortes e inabaláveis. levantamos putos, porém feridos e não há nada que se possa dizer que muda a situação. Não teria a vida nada mais pra fazer a não ser esticar sua perna para que tropecemos? Acho que essa senhora, a vida não deve ter muito mais o que fazer,ou é por demais sádica.As rasteiras, os ppontapés, as lambadas, os abismos, é só isso que eu ouço da vida!
sempre ouço alguém dizendo da luta que é viver e tal. Me pergunto, e pergunto todos os dias, por que tal senhora não é mais flexível?
Fato é que a vida nunca está sozinha, sempre anda acompanhada de suas 'coisas' e de suas lambadas, porradas, lutas, tropeções e outras violências dessas...






Há um mapa dos meus passos nos pedaços que eu deixei...

domingo, 22 de maio de 2011

A chuva e eu

Sou mesmo uma pessoa estranha. Tenho gosto pelo diferente, me agradam as cousas estranhas, as cousas esquisitas e até algumas um tanto quanto bizarras. mas não é sobre isso que quero falar. Quero falar sobre a chuva, hoje chove aqui na minha janela, e chove uma chuva divina. Como a chuva exerce um fascínio muito forte sobre mim,eu sempre fico olhando, pela janela, pela porta, por onde for, e junto com a chuva tem aquele cheirinho de terra úmida, fértil, leve, essa umidade me faz bem.  As tardes de chuva têm um 'q' de bucolismo, eu toque de romantismo, e eu adoro isso. Já dizia um grande sábio chamado Humberto |Gessinger: 'Que a chuva caia como uma luva um dilúvio um delírio, que a chuva traga alívio imediato'...
Penso que esse cara disse tudo, pra mim a chuva sempre cai como uma luva (ecxeto quando ela cai em cima de mim). Eu não direi que a chuva me faz esquecer os problemas sendo alívio imediato, mas ela faz momentaneamente com que eu os coloque na penseira. E colocar os problemas na penseira é uma das melhores coisas que agente pode fazer. É domingo, amanhã tudo novamente, nada como uma chuvinha fina como essa pra fazer com que eu recarregue minhas energias para mais uma semana de 'tudo'. Fico felíz que hoje esteja chovendo. Já passa das cinco, daqui a pouco ja clareia o dia, já está na minha hora de dromir, até mais!!!

sábado, 21 de maio de 2011

O lado bom

Como eu havia dito, tudo tem um lado bom, e com a minha melancólica solidão não é diferente.
É claro que quando se adquire o hábito de não dormir a noite algumas cousas se tormnam diferentes, as noites são mais pesadas e tenras, a noite por si só tem toda uma carga de melancolia, uma carga de estranheza, uma carga de noite!
Existe um motivo pelo qual eu escolhi as noites para escrever, para ler, para ouvir e fazer música, existem muitas mas a melhor delas é o ar soturno, os ruídos, as corujas, as estrelas, a lua, e também o fato de que durante as madrugadas raramente toca o telefone ou alguém bate na porta. São minhas, as madrugadas são somente minhas e isso ninguém pode me tirar. Uma vez lendo um livro que contava a história de Paracelso eu ri muito ao me deparar com um longo período que nada constava, e dizia assim: neste trecho nada temos a dizer, pois Paracelso saiu, viajou sabe-se pra onde, foi viver um momento só seu. Então agora eu compreendo Paracelso, ele fez o que todos deveríamos fazer , viver nosso momento. Como não posso me ausentar (não posso por que não quero) eu vivo meus momentos na madrugada. E isso é muito bom, sinto-me bem com essas noites só minhas. Claro que em certos momentos antes das altas horas mostrarem sua face o telefone toca e em alguns momentos sinto-me tentada a atender, só pra ver quem está do outro lado. não mais atendo, pois corro o risco de falar com quem me traria angústia. Então sento-me em mina poltrona, acomodo-me,leio algo que seja de meu agrado, e como passam rápido as horas quando se le algo muito bom, as horas e as páginas se vão em um piscar de olhos.
gosto de olhar a rua, minha rua fica tão deserta durante a noite, tão deserta que chega a ser até bonita. Em alguns momentos mia um gato e passa correndo tão rápido que se não ouvir seu miado sequer saberia que é um gato.
tem dias que passam casais, talvez retornando de seus momentos, mas acho engraçado a maneira com que se portam na minha rua, são forasteiros, desconhecidos, gente que não mora na minha rua. Aí eu me qustiono, não sei se não moram, não conheço todos que vivem nesta rua, pois só a olho durante a noite quando todos já estão entregues a Morpheu ou dando atenção a suas esposas e maridos, não os conheço, não os vejo durante o dia, como posso saber quem são? Para mim todos são desconhecidos, todos são estranhos...
Dia desses recebi um mail de uma amiga muito amada que por uma ironia ridícula dessa vida mora muito afastada de mim. Neste mais ela dizia estar passando por um momento de dificuldade, de tristeza e precisava de amparo, percebi isso por suas palavras que eram carregadas de sentimentos. Essa amiga estava passando por um daqueles momentos que não deveriam existir, aqueles que pensamos então por que estamos vivos.Perdeu seu grande amor, e elas ficavam lindas juntas, em fim, agora não estão mais, isso mexeu tanto comigo, tanto por eu estra distante e nada poder fazer , mas penso, se eu estivesse perto, o que de concreto eu faria? Enfim, esta amiga disse que agora tem tempo para se conhecer melhor, agora tem tempo para si, e eu pensei, como paracelso, e como eu nams minhas madrugadas não dormidas.
A que conclusão eu chego, bem na verdade a nenhuma, mas penso que todos deveríamos ver a solidão como um momento só nosso, como um momento de conhecimento, como um momento de paz, é isso que eu procuro fazer, e acredito que nada, absolutamente nada vale a nossa paz.
Tenho um amigo, grande amigo esse que entende muito de solidão. Entende e lida muito bem com isso, é claro que também ele como todos nós temos alguns momentos decadentes, mas no geral o que eu percebo é que ele lida muito bem com a solidão, e eu o admiro muito. Um dia ele me disse que quando agente fica sozinho agente precisa ter em mente muito claro o que de verdade se quer, para que não acabemos por nos atirar nos braços de qualquer pessoa, apenas para dizer que não estamos só, diz ele que devemos agir de forma correta e esperar, viver a vida, seguir em frente. Ele está certo, não podemos nos desesperar e acabar procurando abrigo em braços errados, a solidão ajuda a pensar.
O que penso é que mais vale passar os momentos de solidão sozinhos do que passar os momentos de solidão ao lado de alguém, e eu muito fiz isso, muito tempo estive sozinha com alguém do lado, e isso sim me parece decadente.
Gosto de curtir a minha solidão, e quando falo isso não estou fazendo apologia alguma, tão pouco amargando minha solterice, estou apenas dizendo o quanto é importante agente ter tempo para assim como Paracelso viver um momento só nosso.
Penso agora neste momento ( é madrugada enquanto escrevo) , enfim, penso na minha solidão e na dualidade que vem junto com ela. Penso e sei que exagero, mas como diz um amigo muito amado meu" tudo se intensifica na madrugada". Como eu ia dizendo eu reflito sobre as questões melancólicas que acompanham a solidão.
Pois bem falarei primeiro sobre o lado negativo que a solidão me traz.
É uma questão de ótica e tudo tem dois lados, algumas cousas mais de dois...
 Vejo a noite, vejo a lua, está cheia, linda e triste, triste como eu, sempre me identifico com ela, a lua, ela e eu temos um elo, temos uma ligação, ligação tênue que talvez somente eu perceba. Olho através dos vidros empoeirados da minha janela e percebo que a solidão é levemente suja. Digo isso pois é o que percebo , e a julgar pela bagunça que vejo ao meu redor tenho certeza absoluta disso. A solidão da madrugada tem um leve toque de podridão, uma carga de grande decadência, o que fazer quando se encontra nesse estado deplorável?
Não sabendo responder decidi fazer apenas aquilo que minha decadência me permite. Ligo então o som e ouço Since L've been Loving You, por pensar que é este o momento para tal canção. Como que para acompanha-la acendo um cigarro do meu masso recém adquirido. Me posto novamente à janela, e a lua não mais quer falar comigo, parece que até ela, minha amiga mais distante e mais presente não quer minha companhia neste momento. Na ausência da lua procuro algo a me apegar, algo que não seja mais um cigarro, como não encontro entrego-me a mais um... Penso na beleza da canção e recordo-me que um dia muito distante em uma das várias vidas que vivi já bebi nesta fonte , refiro-me a fonte da música, das melodias e dos acordes...Hoje não bebo mais, não por qualquer outro motivo, mas somente pelo fato de que não tenho mais essa sede.
Por falar em sede, penso no que há pra se beber, e como que por dedução óbvia sirvo-me uma bebida, e a quanto tempo não fazia isso, hoje me permito, por que hoje eu me permitiria qualquer coisa, hoje qualquer proposta seria aceita, hoje eu me permito. Mas hoje não existem propostas, hoje não existem possibilidades, hoje sequer existe a lua . Para mim hoje só existe a minha janela empoeirada, minhas roupas sujas atiradas pelos cantos, minha bebida, meus cigarros e meu zeppelin.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Distância

  Bem, sei que ando distante, sei que não tenho comparecido muito por aqui ultimamente, mas caso tenha alguém aí do outro lado, bem voltei. Desatei o nó, retornei a vida, estou de volta finalmente.
 Tenho saudades de escrever, escrever pra mim é como uma terapia, e convenhamos, o que eu mais preciso no momento é de terapia. O que penso é que escrever é muito fácil, muito legal e muito estranho.
 Mas enfim, voltei e agora pra ficar...